Venezuela

Oposição desafia repressão na Venezuela e tentar avançar até ao parlamento

Milhares de opositores concentraram-se em várias zonas de Caracas em desafio à cada vez mais maior repressão das autoridades, marchar até à sede da Assembleia Nacional.

CRISTIAN HERNANDEZ/EPA

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  • Agência Lusa
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Milhares de opositores concentraram-se esta quarta-feira em várias zonas de Caracas, entre elas Altamira (leste) para, em desafio à cada vez mais maior repressão das autoridades, marchar até à sede da Assembleia Nacional (parlamento), no centro da capital da Venezuela.

À cabeça da marcha estão os 112 deputados que formam a maioria no parlamento venezuelano, numa tentativa anunciada para tentar dificultar a intervenção das forças de segurança em eventuais atos de repressão contra os manifestantes.

A oposição convocou os venezuelanos para continuarem com os protestos, que se intensificaram desde há um mês no país, argumentando que “é uma fraude, é inconstitucional e implica o fim da democracia” a proposta feita segunda-feira pelo Presidente Nicolás Maduro de convocar uma Assembleia Constituinte.

Do lado contrário, milhares de apoiantes do Governo venezuelano concentraram-se esta quarta-feira na Praça Diego Ibarra (centro), para acompanhar o Presidente Nicolás Maduro no ato de apresentação do decreto em que convoca a criação de uma Assembleia Constituinte, perante o Conselho Nacional Eleitoral.

Na segunda-feira, o Presidente Nicolás Maduro convocou os venezuelanos para elegerem uma Assembleia Nacional Constituinte para, justificou, preservar a paz e a estabilidade da República, incluir um novo sistema económico, segurança, diplomacia e identidade cultural.

Segundo Nicolás Maduro, como parte das suas “atribuições constitucionais” está a reforma do Estado venezuelano, modificar a ordem jurídica, o que lhe dá direito a convocar a redação de uma nova Constituição.

Venezuela. Três mortos em incidentes relacionados com protestos no centro do país

As marchas a favor e contra o Presidente venezuelano intensificaram-se há um mês e, segundo dados oficiais, 28 pessoas morreram. Fontes não oficiais elevam para 34 o número de mortos em manifestações, nas quais mais de 500 pessoas ficaram feridas e mais de 1.300 foram detidas.

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