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Calçado

Captar jovens para o setor do calçado é o desafio “urgente” da APICCAPS

Luís Onofre tomou posse como presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado esta sexta-feira. A prioridade do seu mandado é a "captação de jovens" para a indústria do calçado.

Foto Ugo Camera

Autor
  • Agência Lusa

O empresário e designer Luís Onofre, que tomou posse esta sexta-feira como presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado (APICCAPS), assumiu que a prioridade “urgente” do seu mandado é a “captação de jovens” para a indústria do calçado.

Luís Onofre declarou esta sexta-feira à tarde, no discurso de tomada de posse como presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS) que o seu primeiro desafio para o próximo triénio (2017-2019) à frente da associação é a “captação de jovens para todas as funções do setor do calçado, desde a “conceção e ‘design’ até à comercialização e marketing”.

É um dos principais desafios. Acima de tudo tentar mostrar-lhes [aos jovens] que a indústria se renovou, é uma indústria nova, que tem uma visão nova para o futuro, mais enquadrada com a moda do que propriamente com o conceito de indústria em si e que é muito possível as pessoas virem trabalhar e ficarem admiradas com aquilo que de novo se está a fazer”, declarou Luís Onofre.

Para dar resposta a essa “necessidade urgente”, Onofre propôs realizar no “curto prazo” uma campanha de divulgação do setor nas regiões de forte implementação da indústria do calçado. “Procuraremos transmitir as excelentes oportunidades de trabalho que oferece uma indústria dinâmica e com futuro”, referiu.

O novo presidente da APICCAPS destacou como segundo desafio “essencial” a execução de um plano de ação no setor do calçado para responder aos desafios da “quarta revolução industrial”, elegendo o consumidor como “foco” para, a partir dos seus anseios, promover a “digitalização dos processos e operações” que ofereçam novas vantagens comparativas, assentes na “flexibilidade e na customização dos produtos”.

“Para atingir estes resultados contamos com o dinamismo dos empresários que sempre revelaram uma enorme resiliência e uma inimaginável capacidade de resposta aos desafios. Os empresários assumirão, como sempre, os seus riscos e o desafio de promover o aumento das exportações e a criação de emprego sustentável. Os empresários assumem também o compromisso de manter e aprofundar a coligação virtuosa, da sua própria iniciativa, com opções políticas que favoreçam o crescimento e com uma adequada distribuição de recursos e competências”, declarou.

Luís Onofre referiu também que a sua equipa se iria empenhar “profundamente” em criar uma maior proximidade com os associados, assim como em promover o reforço das competências técnicas de toda a fileira e estimular a participação de um maior número de empresas na atividade exportadora.

Aprofundar o processo de conquista de novos mercados e a progressão na cadeia de valor, intensificar a promoção comercial externa e a imagem dos setores que a APICCAPS representa ou reforçar relações com as entidades do sistema científico e tecnológico são outros dos objetivos traçados, enumerou Onofre. Luís Onofre tomou posse esta sexta-feira como novo presidente da APICCAPS, sucedendo a Fortunato Frederico.

Luís Onofre é o novo presidente da Associação do Calçado

A associação era presidida há 18 anos pelo líder do grupo Kyaia (dono da marca Fly London), Fortunato Frederico, que em fevereiro anunciou que não se recandidataria a um novo mandato.

A APICCAPS é uma associação empresarial de âmbito nacional com sede no Porto, fundada em 1975 e que representa toda a fileira do calçado em Portugal (indústria de calçado, indústria de componentes para calçado, indústria de artigos de pele e indústria e comércio de bens de equipamento).

A associação é constituída por 1834 empresas, responsáveis por 45 164 postos de trabalho (dados do Ministério do Trabalho alusivos a 2015), a fileira do calçado exporta mais de 90% da sua produção, o equivalente 2.250 milhões de euros no final de 2016.

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