Logo Observador
Venezuela

Dois mortos na Venezuela na sequência de protestos contra o Governo

Dois jovens morreram hoje na sequência dos protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro, elevando para 37 o número de vítimas mortais ocorridas desde há um mês.

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

Dois jovens morreram esta sexta feira na sequência dos protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro, elevando para 37 o número de vítimas mortais ocorridas desde há um mês.

A primeira morte ocorreu em San Diego, no Estado de Carabobo (centro do país) e a vítima foi identificada como Hecder Lugo Pérez, de 22 anos.

A morte foi confirmada pelo alcaide de San Diego, Enzo Scarano, que explicou aos jornalistas que a vítima morreu numa clínica local.

O jovem, segundo a imprensa local, foi atingido por um tiro de arma de fogo na cabeça, na noite da última quinta-feira, quando participava num protesto e um grupo de motociclistas armados, alegados paramilitares, que entraram a uma residência da localidade e depois dispararam contra os manifestantes, ferindo a pelo menos quatro pessoas.

Na cidade de Valência, capital do Estado de Carabobo, segundo fontes empresariais, pelo menos 98 estabelecimentos comerciais foram saqueados esta semana, uma dezena deles de portugueses. Também uma fábrica de cerveja, uma de massa e uma produtora de cimento.

A situação mantém-se tensa, várias viaturas têm sido incendiadas por manifestantes, levando à paralisação do transporte de mercadorias.

Por outro lado, em Maracaibo, a oeste do país, faleceu o jovem Miguel (Mike) Medina, de 20 anos. A vítima foi ferida na última quarta-feira durante protestos no setor Pomona daquela cidade.

Fontes não oficiais revelam que a vítima foi vítima de um tiro no abdómen e foi levado para o Hospital Geral do Sul, onde foi submetido a uma operação, falecendo hoje na sequência de um choque hemorrágico.

Os familiares do jovem responsabilizam a Polícia de Maracaibo pelo acontecimento.

As manifestações contra e a favor do Presidente Nicolás Maduro, intensificaram-se desde há um mês na Venezuela, durante os quais mais de 500 pessoas ficaram feridas e mais de 1.300 foram detidas.

A oposição reclama a libertação dos presos políticos, a convocação de eleições gerais, o fim da repressão e manifesta-se ainda contra duas sentenças do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que limitam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assume as funções do parlamento.

No dia de hoje milhares de pessoas saíram às ruas de várias cidades, contra a convocatória para uma Assembleia Constituinte, feita na última segunda-feira, por Nicolás Maduro.

Segundo a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) a convocatória “é uma fraude, é inconstitucional e implica o fim da democracia”.

Na segunda-feira, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou os venezuelanos para elegerem uma Assembleia Nacional Constituinte cidadã, para, justificou, preservar a paz e a estabilidade da República, incluir um novo sistema económico, segurança, diplomacia e identidade cultural.

Segundo Nicolás Maduro, como parte das suas “atribuições constitucionais” está a reforma do Estado venezuelano, modificar a ordem jurídica, permitindo esta convocatória a redação de uma nova Constituição.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Comunismo

PCP continua a falsificar a História

José Milhazes

O PCP criou um site para celebrar os 100 anos da revolução bolchevique de 1917, mas abre-o logo com uma fotografia falsificada de Lenine. Trata-se apenas da primeira de muitas falsificações históricas

Amor

A lição que Portugal deveria aprender com o Brasil

Ruth Manus

Foi aí que percebi que “eu te amo” seria uma belíssima solução para o amor português. Na verdade, nós no Brasil nem falamos o “eu”. Basta o “te amo”. O que importa é que é uma expressão fácil.