Papa em Fátima

Aliança Evangélica recusa “aparições”, mas vai apoiar peregrinos

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A Aliança Evangélica Portuguesa vai estar com uma “forte equipa” a apoiar os peregrinos que vão para Fátima. A equipa pretende responder às necessidades dos fiéis.

As equipas serão constituídas por centenas de pessoas, em especial jovens, que vão organizar-se no terreno para dar apoio nos caminhos.

HUGO AMARAL/OBSERVADOR

Autor
  • Agência Lusa

A Aliança Evangélica Portuguesa vai estar com uma “forte equipa” a apoiar os peregrinos que vão para Fátima, apesar de recusar as “aparições”, porque percebeu “a existência de uma necessidade e a convicção em relação ao divino”.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito da visita a Portugal do papa Francisco, nos dias 12 e 13 de maio, o presidente da Aliança Evangélica Portuguesa revelou que vão ter uma “forte equipa”, constituída por centenas de pessoas, em particular jovens, a apoiar as pessoas que vão em peregrinação para Fátima.

As pessoas que se dirigem até Fátima nestes dias merecem-nos muita consideração. Percebemos que existe ali uma necessidade e uma convicção em relação ao divino, em relação ao espiritual e nós queremos de alguma forma ser participantes e acabamos por ser”, adiantou António Calaim.

Segundo o responsável, essa “forte equipa” vai estar a “compartilhar com as pessoas que se dirigem até Fátima, apoiando-as nas suas necessidades, sejam físicas, emocionais ou até espirituais”. As equipas serão constituídas por centenas de pessoas, em especial jovens, que “estão a vir para Portugal de vários países da Europa e de outros continentes”, que vão organizar-se no terreno para dar apoio nos caminhos.

António Calaim garantiu que o objetivo dessas equipas não é vender ideais, já que os evangélicos negam em absoluto que as “aparições” tenham ocorrido, tal como recusam o culto a Maria, “mas para dar um abraço e partilhar a palavra de Deus”.

O presidente da Aliança Evangélica Portuguesa explicou, aliás, que a importância da visita do papa Francisco a Portugal se resume ao facto de ser alguém com projeção internacional já que, como evangélicos, não se reveem no motivo da visita, ou seja, o centenário das “aparições” de Fátima.

Como evangélicos, recusamos terminantemente essas aparições como sendo de facto. Achamos que há muitas razões para o que pode ter acontecido, a interpretação e a reação que houve”, adiantou.

No entanto, também diz que é inegável as “centenas de milhares ou milhões de pessoas que se deslocam a Fátima (…) com profundos sentimentos e profundas convicções em relação àquilo que aconteceu”.

Relativamente ao papa Francisco, descreve-o como alguém por quem a Aliança Evangélica tem simpatia, tal como “ele tem por tantos cristãos evangélicos”, mas que continua a promover práticas com as quais os evangélicos não concordam, como “a mariolatria, o culto aos santos, às imagens e até mesmo a chefia da igreja na terra por um homem”.

Francisco será o quarto papa a visitar Fátima, a 12 e 13 de maio, para canonizar os dois pastorinhos Jacinta e Francisco no centenário das “aparições” na Cova da Iria, em 1917. O papa tem agendados encontros com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a 12 de maio, e com o primeiro-ministro, António Costa, no dia 13. Os anteriores papas a estar em Fátima foram Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).

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