França

Macron descarta Valls nas suas listas para as legislativas

O presidente eleito de França rejeitou a entrada de Manuel Valls nas listas do seu movimento para as eleições legislativas. Mas não apresenta candidato no círculo eleitoral do ex-primeiro-ministro.

THOMAS SAMSON / POOL/EPA

Emmanuel Macron rejeitou a candidatura de Manuel Valls, ex-primeiro-ministro, para ter um lugar no Parlamento francês. Contudo, a equipa de Macron não irá colocar nenhum obstáculo caso Valls decida tentar renovar o seu mandato como deputado nas eleições de junho. “Não se fecha a porta no nariz de um ex-primeiro-ministro da República”, argumentou o secretário geral da La République en Marche! (LRM), Richard Ferrand, durante a apresentação da lista.

A La République en Marche!, contudo, não apresentou qualquer candidato ao círculo de Manuel Valls, Essonne (sul de Paris), podendo assim Valls candidatar-se de forma independente. Caso esta hipótese seja confirmada, é possível que exista um apoio para a tão desejada maioria presidencial.

Foi esta quinta-feira, em França, que a plataforma política LRM, de Macron, apresentou a lista de 428 candidatos aprovados para a corrida ao Parlamento nas eleições do mês que vem. Apenas 24 desse total se refere a atuais membros do Parlamento, todos do partido socialista do anterior presidente François Holland, sendo que haverá paridade total na lista, metade serão homens e metade mulheres. Mais: 52% dos nomes provêm da sociedade civil, já que um dos objetivos é promover “o regresso definitivo dos cidadãos ao coração da vida política”.

Segundo declarações de Richard Ferrand, o movimento de Emmanuel Macron recebeu 19 mil candidaturas, com 1.700 entrevistas feitas via telefone. A média de idades dos candidatos é 46 anos — bastante inferior à média de 60 dos atuais membros do Parlamento francês. O candidato mais novo tem 24 anos, e o mais velho 72. Diversidade é a palavra-chave na lista de Macron: 10 candidatos são desempregados, alguns reformados e outros até estudantes.

Depois das presidenciais de domingo, as eleições legislativas realizam-se já a 11 e 18 de junho. Mas com apenas 13 meses de existência, o recém-renovado partido de Macron tem uma prova difícil: mostrar que Macron não tem só um mandato presidencial, mas tem também poder no Parlamento para fazer passar o seu programa.

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