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Papa em Fátima

Quem é Pietro Parolin, o diplomata que preside esta noite à Procissão das Velas

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Esta noite, o cardeal Pietro Parolin, um diplomata que já ajudou a resolver diversos conflitos internacionais, faz as vezes do Papa na procissão das velas em Fátima.

A missa e a Procissão das Velas desta sexta-feira no Santuário de Fátima são presididas pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, uma vez que o Papa Francisco se retirou depois da bênção das velas e do terço — o pontífice deita-se cedo e necessita de descansar, justificam os responsáveis do santuário.

Foi, aliás, o próprio cardeal Parolin o responsável por Francisco estar dois dias em Portugal. A convite do bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, o cardeal Parolin esteve em Fátima na peregrinação de outubro, onde teve oportunidade de assistir à Procissão das Velas. Quando regressou ao Vaticano, contou a sua experiência ao Papa — convencendo-o definitivamente a vir a Fátima no dia 12 e não apenas no dia 13.

Pietro Parolin, um cardeal italiano de 62 anos, sempre se dedicou à atividade diplomática da Santa Sé, tendo tido um papel fundamental nos esforços de aproximação entre Cuba e os EUA, que resultaram no restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países em 2014.

Esses esforços, mediados pelo Vaticano, foram cruciais para a reaproximação dos dois países. “O empenho da Santa Sé é aquele que o Papa definiu no seu primeiro discurso ao Corpo Diplomático, depois da sua eleição. Ele recordava três pontos: a paz, que sempre foi uma característica fundamental da ação diplomática da Santa Sé; a luta contra a pobreza; e construir pontes. Neste caso, este construir pontes expressou-se numa facilitação do diálogo entre as duas partes, para que pudessem encontrar-se e chegar a uma conclusão feliz”, afirmou na altura à Rádio Vaticana o cardeal Parolin.

O cardeal foi também decisivo no processo de consolidação das relações diplomáticas entre o Vaticano e o Vietname e ainda integrou a comissão bilateral permanente entre o Vaticano e Israel. No seu currículo estão ainda as negociações entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), tendo estado presente no momento da assinatura do acordo de paz.

Ordenado padre em 1980, licenciou-se em 1986 na academia que forma os diplomatas do Vaticano. Depois, começou a trabalhar como diplomata — inicialmente na nunciatura da Nigéria e depois na do México. Em 1992, regressou ao Vaticano para integrar a equipa da Secretaria de Estado sob a direção do cardeal Angelo Sodano.

Em 2002 foi nomeado para um dos mais altos cargos da diplomacia do Vaticano — o de subsecretário para as relações com os Estados, a terceira posição na hierarquia diplomática da Santa Sé.

Foi ordenado bispo em 2009 pelo Papa Bento XVI, que o enviou como núncio apostólico — embaixador do Vaticano — para a Venezuela, cargo que ocupou até 2013. Nesse ano, foi escolhido pelo Papa Francisco para substituir o cardeal Tarcisio Bertone como Secretário de Estado do Vaticano, o mais alto cargo diplomático da Santa Sé. Só no início de 2014 é que receberia o barrete cardinalício, após o primeiro consistório de Francisco, tornando-se no cardeal italiano mais jovem.

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