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Sabe quando foi a primeira multa de trânsito? Quanto custou e quem a pagou?

Recebeu uma multa? Deixe lá, não foi o primeiro. Aliás, o primeiro foi há já muito, mas mesmo muito tempo. E por um motivo ainda hoje frequente - excesso de velocidade. Quem terá sido o “atrevido”?

Autor
  • Francisco António

Admitamos que sabia que o automóvel tal como o conhecemos hoje nasceu em 1876, com o Benz Patent-Motorwagen de Karl Benz. Mas, por acaso, fazia ideia de que a primeira multa de trânsito foi aplicada “apenas” 20 anos depois, em 1896? E precisamente a um condutor que acabou por ficar para a história também como o primeiro “acelera”?

Segundo reza a história – e recorda a organização do Concurso de Elegância dos EUA, que pela 38.ª vez teve lugar em Plymouth, no estado do Michigan –, o eleito de tão grande distinção terá sido um britânico, Walter Arnold, um autêntico revolucionário para a época: não só por ser já então um apaixonado pelos automóveis e um profundo conhecedor do percurso daquela que é a primeira marca automóvel do mundo, a Daimler; mas também por ter sido o primeiro a receber uma licença para vender o veículo criado por Benz. Já para não falar no facto de ter sido o homem que, verdadeiramente, derrubou o conceito de velocidade em automóvel, em pleno século XIX.

O momento que ficará gravado para sempre na história do automóvel aconteceu em Janeiro de 1896, numa altura em que Walter Arnold conduzia o seu Arnold Benz (basicamente, uma derivação do Benz Velo de 1894, de Karl Benz) por Paddock Green, em Kent, Inglaterra, à estonteante velocidade de oito milhas por hora (cerca de 13 km/h). Ou seja, quase quatro vezes mais que a velocidade máxima então permitida, que era de apenas duas milhas por hora – qualquer coisa como 3 km/h.

Resultado desta “loucura”, Arnold acabou por ser interceptado por um polícia, que o perseguiu de bicicleta (!). Acabou por ser autuado por excesso de velocidade e foi obrigado a pagar uma multa de um xelim, mais custos.

No entanto e já depois da aplicação da multa ao “azarado” Walter Arnold, o limite de velocidade que até aí vigorava, assim como a obrigatoriedade de circular com uma bandeira vermelha, foram abolidos. Tendo, a partir daí, sido fixada como velocidade máxima o impressionante valor de 14 milhas por hora (23 km/h).

O momento foi, aliás, celebrado de forma efusiva pelos então poucos proprietários de automóveis, com a realização de uma corrida, que ficou conhecida como “Emancipation Race”, ou “Corrida da Emancipação”. E na qual, acrescente-se, o “nosso” Walter Arnold não deixou de participar, tendo mesmo ganho uma medalha de ouro, pela sua condução particularmente distinta.

A corrida em questão, que levou os participantes de Londres até Brighton, ainda se realiza anualmente, embora reservada apenas a carros fabricados até 1905. Funcionando, de certa forma, como uma espécie de parada para os modelos de outrora.

Passados mais de 200 anos sobre o fixar daquele que poderá ter sido o primeiro recorde de velocidade automóvel, da autoria de Walter Arnold, também o carro no qual o britânico conseguiu a proeza, continua a contar a sua história. Dentro de alguns meses, vai integrar o Concurso de Elegância de 2017 em Hampton Court Palace, que terá lugar em Setembro. Aí, certamente, não deixará de destacar-se entre alguns dos mais rápidos automóveis da história do automóvel, como o Jaguar XJR9 que venceu Le Mans ou o McLaren F1 GTR.

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