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Koenigsegg

Ai era giro, mas espetou-se. Agera RS (quase) foi a banhos

Um dos 25 exemplares do Koenigsegg Agera RS teve um acidente. Antes de chegar às mãos do proprietário. Resultado: 2 milhões prestes a mergulhar num ribeiro e o adiamento da entrega desta unidade.

Autor
  • António Sousa Pereira

Para adquirir um dos 25 exemplares a produzir do fabuloso Koenigsegg Agera RS, esgotado desde 2016, mas com várias unidades ainda por entregar aos seus destinatários, quase tão importante como dispor de quase 2 milhões de euros para gastar num automóvel é ter a paciência para aguardar o tempo necessário para que a marca sueca produza, de forma praticamente artesanal, o seu hiperdesportivo de 1.160 cv. Virtude que um desses 25 felizardos terá de possuir em dobro, já que a entrega do seu Agera RS irá sofrer um atraso substancial, por necessitar de ser parcialmente reconstruída.

A história, já confirmada pelo fabricante de Ängelholm, conta-se em poucas palavras. Aquando do teste dinâmico de validação, a que são sujeitos todos os veículos da Koenigsegg no final do respectivo processo de produção, o piloto de testes acabou por perder o controlo do Agera RS em questão, acabando fora de estrada. Menos mal que tanto o condutor como o ocupante, após visita ao hospital por mera precaução, tiveram alta quase imediata, por não terem sofrido qualquer mazela decorrente do embate.

Embora a Koenigsegg também utilize a sua própria pista de testes para este feito, o episódio em questão teve lugar na pista de testes de Tröllhattan da NEVS, a empresa que adquiriu os direitos da defunta Saab, que na altura se encontrava molhada, o que ajudará a justificar o sucedido.

Ainda segundo a Koenigsegg, este exemplar do seu exótico e raríssimo hiderdesportivo sofreu danos consideráveis ao nível da carroçaria, mas tanto a parte estrutural como a componente mecânica terão permanecido intactas, após uma primeira avaliação, pelo que a principal consequência deste incidente será a reconstrução dos componentes danificados, o que obrigará o seu proprietário a esperar (ainda) mais algum tempo pela chegada da sua preciosidade.

Naturalmente, uma análise mais cuidada terá de ser realizada para aferir da integridade de todos os componentes do veículo. Ainda assim, como não há registo de qualquer falha técnica, tudo aponta para que este acidente se tenha devido a erro humano.

Ao que tudo indica, o Agera RS acidentado, pintado de preto com aplicações em dourado (à semelhança da unidade personalizada Gryphon, revelada pela casa sueca no último Salão de Genebra), destinar-se-á a um cliente norte-americano. Isto porque a pista da NEVS é, por norma, utilizada pela Koenigsegg para levar a cabo o teste final dos seus modelos destinados aos EUA.

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