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Incêndios

Governo apela para comportamentos preventivos para evitar vaga de incêndios de 2016

O secretário de Estado da Administração Interna apelou para a adoção de comportamentos para evitar que se repita um mau ano de incêndios, como ocorreu em 2016.

Jorge Gomes afirmou que o Governo parte "confiante" e "motivado", pois tem confiança nas forças de segurança e agentes de Proteção Civil envolvidos no combate aos incêndios

Paulo Cunha/LUSA

O secretário de Estado da Administração Interna apelou, esta segunda-feira, para a adoção de comportamentos para evitar que se repita um mau ano de incêndios, como em 2016, em que a maioria das ignições se deveu à ação humana. Segundo Jorge Gomes, o ano de 2016 “não correu bem”, sobretudo no norte do país, chegando a haver um dia em que se registaram 469 incêndios, “que nasceram por causa do comportamento dos cidadãos”, na maior parte dos casos por negligência, embora também se tenham verificado ações de fogo posto.

A maioria dos incêndios que temos é mesmo por desleixo, é involuntário, é a pessoa que resolve deitar o cigarro do carro para a floresta”, ilustrou Jorge Gomes aos jornalistas, à margem da apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para o Algarve.

De acordo com aquele governante, os dados deste inverno, contabilizados até 7 de maio, demonstram já, comparativamente ao mesmo período de 2016, um aumento significativo do número de ignições e de área ardida, uma vez que se tratou de uma estação seco, razão pela qual é preciso redobrar as atenções, sobretudo no verão.

Mostrando-se preocupado com a época de maior risco de incêndios que se avizinha, Jorge Gomes afirmou que o Governo parte “confiante” e “motivado”, pois tem confiança nas forças de segurança e agentes de Proteção Civil envolvidos no combate aos incêndios.

Continuamos a apelar às forças de segurança que, quando os cidadãos não querem cumprir o que está na lei, não deixem de atuar, pois são os comportamentos dos cidadãos que provocam todo este mal-estar”, acrescentou.

Por outro lado, considerou urgente reprimir também o incendiarismo, pelo que estão a ser ponderadas medidas, em conjunto com o Ministério da Justiça, embora ainda não haja nenhuma ação concreta preparada, concluiu.

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