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Cosméticos

Temos problemas de pele devido ao uso excessivo de cosméticos. E não o contrário

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Quem o diz é a dermatologista alemã Yael Adler, no livro que se tornou um bestseller traduzido para mais de 20 países. O Observador falou com a médica para quem "menos é mais no que toca à cosmética".

Conversámos com Yael Adler sobre celulite, cremes anti-idade, bronze, limpeza de pele e botox. Será que estamos mesmo obcecados com a beleza?

HENRIQUE CASINHAS / OBSERVADOR

Autor
  • Helena Magalhães

Temos quase dois metros quadrados de pele. É a nossa ligação com o mundo exterior, a nossa antena, a barreira que nos protege das doenças e o espelho do que se anda a passar dentro do nosso corpo. Se está bonita, limpa e brilhante, o nosso corpo estará igualmente bem. E todos os dias, de manhã à noite, é ela que enfrenta tudo aquilo que se atravessa no nosso caminho: a poluição, a temperatura, os radicais livres, a má alimentação, o sol… e também os produtos de beleza. Vivemos tão obcecados com a higiene que destruímos a pele com banhos e cosméticos que lhes tiram todas as proteções, para a seguir tentarmos reparar essa falta de proteção com cremes e mais cremes. Temos tantos problemas de pele devido ao uso excessivo de cosméticos. E não o contrário.

É isso que diz Yael Adler, a mais famosa dermatologista alemã no seu livro “O Fascinante Mundo da Pele” que provocou uma pequena revolução no seu país. Escrito numa linguagem simples e descomplicada, numa tentativa de chegar ao público mais alargado, já foi lançado em mais de 20 países e acaba de chegar a Portugal, numa edição Lua de Papel. O Observador conversou com Yael Adler sobre celulite, cremes anti-idade, bronze, limpeza de pele e botox. Será que estamos mesmo obcecados com a beleza?

O livro foi editado pela Lua de Papel e custa 15,90€.

Qual é a pior coisa que podemos fazer à nossa pele?
Fumar, apanhar banhos de sol, fazer tatuagens e usar demasiados cosméticos. A tinta das tatuagens nunca, nunca vai sair do corpo. Fica lá dentro, move-se pelo sistema linfático e chega aos órgãos. É fácil perceber porque é do mais tóxico que podemos fazer. Mas há mais coisas como adotar demasiados cuidados de pele e usar cosméticos com perfume. O ideal será optar sempre por produtos sem perfume, parabenos e colorantes. Mas, na prática, menos é mais no que toca aos cosméticos.

Mesmo para lavar o rosto?
Sim. Esqueçam os sabonetes ou os cosméticos de limpeza porque vão remover as barreiras e as gorduras naturais da pele. Não há nenhum creme que consiga imitar a especial combinação de lípidos que a pele tem. Então, é preciso deixá-la desenvolver as suas próprias barreiras protetoras. Os sabonetes têm um pH elevado e a pele demora cerca de oito horas a repor o pH que perdeu devido aos cremes e sabonetes. E isso é uma porta aberta para todos os fungos e bactérias. Lavar apenas com água e secar com uma toalha é o suficiente. Para quem usa maquilhagem, também pode apenas lavar com água. As partículas que possam ficar na pele não a vão perturbar. O que perturba é mesmo o sabonete, os desmaquilhantes e todos os produtos que usamos para limpar, tonificar e hidratar. Eu uso maquilhagem e lavo o rosto apenas com água e, nos olhos, onde tenho máscara de pestanas, uso um óleo para a remover.

Uma borbulha inflamada, depois de sarar, vai deixar uma mancha castanha na pele durante bastante tempo. É o caso das borbulhas mal espremidas. Uma pressão suave, aliviar essa pressão, distender, nova pressão suave… E, desse modo, fazer quase como se se ‘ordenhasse’ a borbulha. Isso pode resultar, mas não necessariamente. Não deverá jamais insistir em espremer uma borbulha quando se dá o caso de esta não rebentar após uma pressão suave: poderá estar a empurrar todo o conteúdo do poro para zonas mais profundas da pele. Faça-se soar o alarme! Vem aí uma cicatriz.” (“O Fascinante Mundo da Pele”, pág. 118)

Mas no livro diz que os óleos de beleza são negligentes. Fazem bem ou mal?
O problema com os óleos é que são uma gordura saudável, é certo, mas são líquidos pelo que não são apropriados para os cuidados corporais e muito menos como cuidado facial porque, ao combinar-se com os valiosos lípidos da nossa epiderme, vão simplesmente removê-los da pele. O facto de ser líquido faz com que seja agressivo como substância de limpeza, o que o torna um bom removedor de maquilhagem mas nunca um cuidado facial. O meu favorito é a manteiga de karité. É um óleo barato, sem aditivos e que, ao permanecer na pele, não remove os nossos lípidos. Mas cada mulher pode experimentar vários, como o de coco ou de argão, e ver com qual se dá melhor para remover a maquilhagem.

Muito do que fazemos diariamente — e talvez até diversas vezes –, foi algo que a Mãe Natureza jamais previu que pudéssemos vir a fazer. Por outras palavras: até à atualidade, a nossa pele continua convencida que aquilo que por ela fazíamos na Idade da Pedra é o estado ideal e desejável. E qual é a realidade? A maioria das pessoas toma um duche por dia, usamos sabonetes líquidos com aromas cítricos, produtos ricos em conservantes e corantes, produtos com substâncias químicas capazes de proporcionar uma enorme quantidade de espuma. E o que faz a indústria de seguida? Não contente em vender-nos toda esta catastrófica parafernália de produtos, disponibiliza ainda outros que visam reparar o estrago que os sabonetes e as espuminhas causaram. E é irónico constatar que existem séries inteiras de produtos para cuidar da pele que obedecem aos mesmos princípios: começa-se por ‘desengordurar’ a pele com um sabonete, passa-se de seguida uma água para o rosto, para ‘tonificar’ a pele — o que significa mais ou menos o mesmo que ‘fortalecer’ ou ‘reanimar’ e que é também uma invenção da indústria de cosmética. Por fim, segue-se então um creme para devolver a gordura e humidade à pele.” (“O Fascinante Mundo da Pele”, pág. 173)

E nos cuidados diários? Menos também é mais?
Todas estas invenções modernas, na verdade, prejudicam a nossa pele. Há muita coisa que só precisamos quando temos falta e não como prevenção. É o caso dos cremes faciais. Quando acordamos, temos a pele com o sebo natural que se criou durante a noite, é saudável e protege-nos. Então, lavamos, esfregamos, tiramos toda essa gordura saudável e, depois, aplicamos cremes. Mas removemos o nosso “creme” natural que era muito melhor. Há mulheres que têm uma zona-T oleosa mas o resto do rosto normal. Então, só vão precisar de alguma ajuda nessa zona. Não faz sentido esfregarem um creme para pele oleosa no rosto todo. As pessoas, hoje em dia, fazem demasiado. E nem tudo se pode resolver com cremes. Por vezes, tem que ver com a alimentação.

De que forma a alimentação pode melhorar a nossa pele?
Os macronutrientes, ou seja, as proteínas, as gorduras e os hidratos de carbono, são a forma como o nosso corpo se alimenta e, claro, também a nossa pele. Muito do que acontece na parte de dentro do corpo é facilmente percetível à superfície, na pele. Se temos um interior doente, também vamos ter uma pele doente. Carências de zinco, ferro, vitamina D, ómega-3… Vão todos criar condições como pele seca, acne, queda de cabelo, unhas quebradiças, entre muitas outras.

“As rugas acontecem na segunda camada da pele e os cremes não funcionam. A celulite acontece na terceira camada da pele… Não há nada que chegue lá”, explica a dermatologista. © Henrique Casinhas/Observador

Muitos dos ingredientes dos cremes anti-idade não são benéficos, como a Coenzima Q10. Estamos a ser enganados?
Na realidade, sim. Para prevenir o envelhecimento basta um protetor solar. Alguns ingredientes dos cremes até são benéficos mas seria muito melhor comê-los porque nenhum creme penetra profundamente na pele para ter algum tipo de ação no envelhecimento. Então, poupem dinheiro, façam desporto, comam bem, não fumem… E vão ficar muito mais jovens. Alguma vez viram uma pessoa que use um creme anti-rugas não ter rugas? A Coenzima Q10 é um bom exemplo: é um ingrediente popular nos cremes mas, na verdade, o nosso corpo produz esta substância em quantidade suficiente. Então, qual é o objetivo de usarmos um creme com este ingrediente? Caso haja a sensação de que se pode ter alguma carência nutricional, recomendo sempre que se façam análises para se ver se há a carência de alguma vitamina. Aí, sim, vale a pena reforçar e tomar algum suplemento. Vai ter um efeito muito mais potente do que qualquer creme anti-idade.

No livro diz que não há nenhum bronze saudável…
A verdade é que vivemos obcecados com a cor da nossa pele e só há uma coisa a reter: os raios solares causam envelhecimento e cancro de pele. Este último está a aumentar de ano para ano, inclusivamente em Portugal. E os únicos culpados somos nós e o estilo de vida que levamos. Se pensarmos bem, passamos o dia a trabalhar dentro de edifícios e, no nosso tempo livre, queremos apanhar o máximo de sol possível. Comportamo-nos de uma forma que não é própria à nossa genética e ao sistema protetor que a natureza nos deu. Os nossos antepassados trabalhavam e viviam ao ar livre, daí que se possa dizer que, ao longo dos séculos, a pele foi-se esquecendo desse sistema de proteção natural que é o bronzeado — uma reação de emergência do nosso corpo que, ao apanhar sol, produz uma espécie de “chapéu-de-chuva para o sol” — e o engrossamento da camada superior da pele, uma reação crónica à exposição. Era isso que acontecia com os nossos antepassados da Idade da Pedra. Mas hoje em dia, não estamos habituados ao sol e não temos mecanismos de proteção. Ainda assim, queremos estar bronzeados. Então, tomamos banhos de sol e apanhamos escaldões. Não há uma forma saudável de se apanhar sol porque hoje qualquer sol é sempre um risco.

Qual é, então, a forma de estarmos saudáveis durante o verão?
O mais saudável é ter “cara de rabo”. Por vezes, quando digo “cara de rabo”, as pessoas pensam que é uma ofensa mas, na verdade, é um elogio. Se compararmos a pele do rosto com a do rabo, vamos ver que no rosto temos manchas, rugas, linhas, zonas secas e com marcas ao passo que o nosso rabo tem uma pele suave, branca e lisa. Porquê? Porque não apanha sol. Então, é fácil ver a forma intensa como o sol muda a aparência da nossa pele. Banhos de sol, tardes na praia ou solário são proibidos, além de que no solário temos dez vezes mais raios UV do que ao sol e esta é uma radiação que vai penetrar muito profundamente na pele. Sempre que houver uma exposição solar, é preciso usar protetor solar 50+ e é importante ter em conta que todos os produtos devem proteger contra os UVB (que causam lesões na camada superior da pele) e os UVA (que causam lesões na camada inferior). Se um protetor não tiver aquele círculo em redor da palavra UVA, não serve.

Usar maquilhagem com proteção solar é suficiente?
Claro. Mas tem de ser maquilhagem que proteja contra os UVB e os UVA. Eu recomendo sempre produtos multifuncionais ao invés de um creme para isto, outro para aquilo, mais um protetor em cima. Muitas camadas de produtos vão entupir os poros e criar borbulhas e irritações. Então, um produto all-in-one é perfeito para o rosto.

O tom alaranjado está associado a algo saudável. A pele adota esse tom quando se bebe sumo de cenoura em grande quantidade, onde está contido um corante natural chamado betacaroteno. Foram mostradas várias fotos de rostos aos participantes de um estudo, devendo eles indicar qual a cor de pele que mais os atraía. Com efeito, os rostos com uma ligeira coloração alaranjada, resultantes do betacaroteno, foram preferidos às peles com bronzeados mais escuros.” (“O Fascinante Mundo da Pele”, pág. 38)

No livro fala de um estudo onde o laranja é o tom de pele preferido. Podemos, então, bronzear com auto-bronzeadores?
O auto-bronzeador é a forma mais saudável de ter um bronze porque apenas pinta a camada superior da pele e as células estão mortas de qualquer das formas. Não tem riscos, não é tóxico e é uma boa alternativa para quem gosta de um tom de pele mais escuro. Pessoalmente, prefiro beber um sumo de cenoura todos os dias e continuo a defender que a beleza natural que temos é uma dádiva e devemos estar orgulhosos do tipo de pele que temos porque vamos sempre ser atraentes para alguém, sejamos brancos ou morenos. Não temos de nos manipular tanto porque temos uma beleza própria e somos saudáveis. É só isso que importa. Não sou fanática ou radical mas, em alguns aspetos, como este do bronze, tentamos reverter a natureza e temos doenças exatamente porque forçamos esta reversão daquilo que somos.

“Espalhar creme no corpo não seria tão necessário se não estivéssemos sempre a remover a gordura da nossa pele de modo tão agressivo”, explica Yael Adler no livro.

Um dos capítulos que pode interessar mais às mulheres é o da celulite, onde diz que não há uma cura. A indústria da beleza está a vender-nos um sonho?
Exatamente. As rugas acontecem na segunda camada da pele e os cremes não funcionam. A celulite acontece na terceira camada da pele… Não há nada que chegue lá. É importante saber que a celulite não é uma doença, então não há uma cura. E afeta todas as mulheres, sejam elas magras ou gordas. A ideia é que, em caso de gravidez, as mulheres possam armazenar rapidamente uma importante reserva de gordura sendo, por isso, algo natural do corpo feminino. Claro que há alguns conselhos para não deixar a celulite passar para um estado avançado e demasiado visível como fazer exercício e ter bons músculos (porque mantêm os tecidos jovens), não fumar (porque deixa os tecidos frouxos) e não apanhar sol (os banhos de sol também deixam os tecidos frouxos e flácidos). Podemos fazer massagens, é certo, mas isso apenas vai manipular os tecidos e o resultado vai ser de curta duração. Desporto, uma alimentação saudável com vegetais coloridos, não fumar e não apanhar sol é o suficiente para ter os tecidos jovens. É isto que podemos fazer e ainda poupamos dinheiro.

Quando era rapariga, tive o meu primeiro grande amor: um cavaleiro fogoso e musculado chamado Castor que, juntamente com o seu companheiro Pólux, tenta raptar duas beldades nuas que não são propriamente graciosas. Foi numa pintura de Peter Paul Rubens que encontrei o homem dos meus sonhos. Em ambas as raparigas é bem visível uma considerável reserva de gordura subcutânea, além das covinhas na superfície da parte superior das pernas, o ideal de beleza de então. Hoje em dia, uma tal imagem seria retocada no Photoshop antes de vir a público.” (“O Fascinante Mundo da Pele”, pág. 100)

“O Rapto das Filhas de Leucipo” de Rubens (imagem via Pinterest).

Mas quando aplicamos cremes acabamos por ver resultados. Não são reais?
São reais mas é um efeito que dura uma hora ou assim. Quando aplicamos um creme, aumentamos a circulação linfática com a aplicação e claro que a pele vai parecer diferente, nem que seja mais suave. Mas a celulite em si não vai mudar em nada. Nenhum creme, caro ou barato, consegue ser suficientemente absorvido pela pele nem nunca vai alcançar a camada profunda do tecido adiposo de modo a alterar a configuração da rede de fibras que cria a celulite. Nem os tratamentos médicos invasivos como o laser ou as radiofrequências. Os resultados são pouco expressivos. Eu nunca vi uma mulher feia na minha vida. Talvez tenha visto mulheres com uma pele, um estilo de vida e um corpo pouco saudáveis — porque não fazem exercício, alimentam-se mal ou fumam –, mas nunca feias. Com muita ou pouca celulite.

Dedica todo um capítulo ao botox. As redes sociais vieram impulsionar esta tendência?
É um fenómeno dos dias de hoje em que vivemos uma era onde as pessoas adotaram uma personalidade muito narcisista e tentam, a todo o custo, mudar aquilo que são. Começa no bronze e termina na aparência. Costumo dizer que é uma espécie de alergia de lifestyle. Como não temos nenhum problema sério, vamos criar problemas para os tratar — ou porque temos lábios muito finos ou peito muito pequeno. Eu, pessoalmente, não tenho problemas com botox ou preenchimentos e trato muitos pacientes que mos pedem. Se uma mulher tem uma ruga de que não gosta, não há nenhum risco em tratá-la com um pouco de preenchimento. É simples e seguro. Já me apareceram mulheres que, por alguma razão, não gostavam dos seus lábios finos. Claro que não faz mal tentar um pouco de preenchimento. Mas é preciso saber os limites do que é natural. Estas injeções, quando usadas de forma gradual, conseguem resultados bonitos. Mas muitas mulheres têm dificuldade em encarar o envelhecimento e perdem a noção dos limites. Acabam por parecer monstros, e este é o grande perigo. Pergunto-me muitas vezes como é possível perder-se assim a noção do que é normal, do que é bonito. Hoje em dia, as mulheres acabam por ficar iguais umas às outras e os lábios gigantes são um fenómeno desta beleza impulsionada pelas redes sociais. Se formos analisar a coisa do ponto de vista psicológico, está-se a tentar criar uma espécie de vulva no rosto. Por que razão alguém vai querer ter uma caricatura do órgão sexual feminino no meio da cara? Mas está tudo relacionado com o desejo sexual de atrair. Não sou extremista nem julgo ninguém mas o meu trabalho é tentar que as mulheres não sejam tão críticas com elas mesmas ao ponto de quererem ter uma vulva na boca.

Estamos obcecados com a beleza e com os cosméticos?
Tornou-se uma mania porque, agora, temos redes sociais e toda a gente usa Photoshop. Já não são só as capas das revistas. E mesmo nas selfies, as mulheres usam muitas apps de manipulação da imagem. Então, mentimos a quem nos rodeia virtualmente sobre a nossa beleza, a nossa idade e a nossa pele. E isso coloca as outras mulheres sob pressão porque pensam que a forma como são não é normal e deveriam ser iguais à Barbie na fotografia do Instagram, o que não é verdade. Hoje, como vivemos numa era com técnicas, desenvolvimentos e descobertas cientificas, as pessoas acreditam que é possível fazer tudo em prol da beleza. Acreditam que é uma questão de dinheiro — fazer todos os tratamentos, comprar todos os cremes. Assim, nunca vão envelhecer. E nada disso é real.

Porque temos tanto medo de envelhecer?
Porque nos lembra a morte. E ninguém quer morrer. E este é o problema da humanidade desde sempre. É por isso que a juventude é tão importante e tentamos tudo, pagamos tudo o que nos possa ajudar a mantermo-nos jovens. Todas os problemas, todas as rugas e todas as mudanças que acontecem no nosso corpo lembram-nos que o fim vai chegar. E algumas pessoas acreditam realmente que se gastarem todo o dinheiro que têm e tentarem todos os tratamentos de beleza possíveis, vão viver para sempre. O meu conselho? Invistam o vosso dinheiro num envelhecer ativo, vital e saudável.

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