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Músicos europeus no Festival Internacional de Órgão de Mafra de 23 a 28 de maio

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Músicos de várias catedrais ou festivais europeus participam no Festival Internacional de Órgão de Mafra promovido de 23 a 28 de maio pela Associação das Cidades Europeias com Órgãos Históricos.

De acordo com o programa, a 27 de maio, os seis órgãos históricos da basílica do Palácio de Mafra vão ser tocados por diversos diretores artísticos de várias cidades com órgãos históricos

TIAGO PETINGA/LUSA

Músicos de várias catedrais ou festivais europeus participam no Festival Internacional de Órgão de Mafra promovido de 23 a 28 de maio pela Associação das Cidades Europeias com Órgãos Históricos.

A 27 de maio, os seis órgãos históricos da basílica do Palácio de Mafra vão ser tocados por diversos diretores artísticos de várias cidades com órgãos históricos, de acordo com o programa, a que a agência Lusa teve acesso esta quinta feira.

O português João Vaz (Mafra), o italiano Roberto Antonello (Treviso), o holandês Jan Willem Jansen em representação de Toulouse (França), o italiano Maurizio Croci por Fribourg (Suíça), o norueguês Magne Dragen (Trondheim) e o austríaco Reinhard Jaud (Innsbruck) vão interpretar em conjunto um excerto de “Te Deum” de Marc-Antoine Charpentier (1643-1704), com arranjos de João Vaz para os seis órgãos.

A obra “Battaglia a 8” de Adriano Banchieri (1568-1634) vai ser tocada a quatro mãos pelo holandês Frank van Wijk, em representação da cidade de Alkmaar, e pelo italiano Maurizio Croci. João Vaz e Roberto Antonello tocam a “Toccata Athalanta a 8” de Aurelio Bonelli (1569-1620), com arranjo de Lieuwe Tamminga para dois dos órgãos de Mafra. “A arte da fuga, BWV 1060” de Sebastian Bach (1685-1750) é interpretada pelos holandeses Pieter van Dijk e Frank van Wijk, ambos de Alkmaar. João Vaz, Reinhard Jaud, Magne Dragen e o belga Jean Ferrard interpretam a “Sonata pastorale a quattro organi per la festa di Pentecoste” de Marianus Müller (1724-1780).

O festival abre na terça-feira com um concerto na Igreja do Livramento pelo austríaco Reinhard Jaud, organista na Catedral de Innsbruck, tocando composições de Jan Pieterszoon Sweelinck (1562-1621), Abraham van den Kerckhoven (1627-1702), Johann Krieger (1652-1735), Johann Pachelbel (1653-1706), William Boyce (1711-1779), Georg Christoph Wagenseil (1715-1777), Joseph Haydn (1732-1809) e Ferdinand Norbert Seger (1716-1782).

O segundo concerto acontece no dia seguinte na Igreja da Encarnação, com o norueguês Magne Dragen a interpretar originais seus e obras de Johann Kaspar Kerll (1627-1693), Egil Hovland (1924-2013), Georg Böhm (1661 – 1733), Johann Kaspar Kerll e Claudio Merulo (1533-1604).

No dia 26, o alemão Albrecht Koch, diretor de música e organista da Catedral de Fribourg, apresenta-se a concerto na Igreja de S. Pedro da Ericeira para tocar obras de Johann Kuhnau (1660-1722), Sebastian Bach (1685-1750), Georg Andreas Sorge (1703-1778), Gottfried August Homilius (1714-1785), Christian Heinrich Rinck (1770-1846) e Joseph Haydn (1732-1809).

O festival encerra no dia 28 com um concerto na Igreja do Gradil onde serão interpretadas composições de Georg Böhm (1661-1733), Pablo Bruna (1611-1679) e Rafael Anglès (1730-1816) pelo holandês Jan Willem Jansen, titular do órgão da Basílica Notre-Dame de la Daurade em Toulouse.

O festival integra ainda o concerto de apresentação das obras distinguidas com o Prémio Internacional de Composição Órgãos do Palácio Nacional de Mafra 2017 e a apresentação do livro “Órgãos Históricos de Mafra”, com textos de João Vaz e fotografias de Luís Ramos, no dia 25.

O evento integra-se nas comemorações dos 300 anos desde o início da construção do Palácio de Mafra e nos 20 anos da Associação de Cidades Europeias com Órgãos Históricos. Os concertos são de entrada gratuita.

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