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Saúde

Tratar a asma? Também vai haver uma app para isso

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Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto está a desenvolver uma aplicação móvel para facilitar o tratamento da asma. Estima-se que em Portugal 50% das pessoas não cumpram a terapêutica.

A aplicação está a ser desenvolvida pelo CINTESIS (Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde da Universidade do Porto)

LEE HEALTH/VIMEO

Um grupo de investigadores e médicos da Universidade do Porto está a desenvolver uma aplicação que pretende facilitar o tratamento de doentes com asma. A aplicação INSPIRERS começa a ser testada em alguns serviços de saúde já este verão e os criadores esperam que seja amplamente difundida até ao final do próximo ano.

Em toda a Europa há cerca de 75 milhões de pessoas diagnosticadas com asma. Em Portugal, o número ronda os 700 mil doentes (cerca de 7% da população), 50% dos quais não cumprem o tratamento por inalação com regularidade. “Uma grande maioria destes doentes que não cumpre o tratamento são doentes mais jovens” que podem sentir algum constrangimento em utilizar a “bombinha” junto de colegas, explica Carlos Robalo Cordeiro, médico pneumologista ouvido pelo Observador.

É no sentido de incentivar os doentes a cumprirem o tratamento que surge a aplicação INSPIRERS. Como? Através de um jogo que promove a interação entre doentes. Calma, não falamos de um spin-off do Pokémon GO, mas sim de um “jogo de objetivos“, esclarece João Fonseca, coordenador do projeto. O projeto que conta com o apoio da farmacêutica Mundipharma e da consultora Bloom Idea.

Este jogo que está implementado não é de “tirinhos”, porque se pretende ser mais transversal e atingir um fator muito importante que é o da interação (…) entre pessoas iguais, com o mesmo problema”.

Este jogo quer juntar pacientes numa “espécie de rede social” onde os pacientes atingem metas e ganham pontos por cumprir objetivos, nomeadamente ao fazerem o tratamento por inalação. A aplicação serve-se de tecnologias de análise de imagem (através da câmara) para avaliar a bombinha e garantir que o utilizador tomou a dose recomendada e publica esses dados para que outros utilizadores possam incentivar e “inspirar”.

A componente mais inovadora da INSPIRERS “é que não exige equipamentos extra ou custo algum”. Basta acesso a um tablet ou smartphone com câmara, um fator “diferenciador” de outras aplicações do género, garante João Fonseca. A aplicação será sempre recomendada pelo médico, que só terá acesso aos dados que o paciente coloca na INSPIRERS se este o permitir. Contudo, “a justa ligação médico/doente é fundamental”.

Já no passado a MEDIDA, que está a desenvolver a aplicação com o CINTESIS, lançou uma aplicação do género. A ZASma tinha uma componente mais didática, enquanto que a INSPIRERS implica a interação de vários utilizadores numa plataforma social. A primeira fase “de validação” arranca já este verão em cerca de 30 serviços de saúde de norte a sul “que mostraram interesse e compromisso” em experimentar a aplicação. Os criadores esperam ter a INSPIRERS nas lojas de aplicações até ao final de 2018.

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