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Angola

Angola. Surto de febre aftosa no sul foi ultrapassado

O Ministério da Agricultura de Angola deu como ultrapassado o surto de febre aftosa que entre 2015 e 2016 afetou o sul do país, oficializando o levantamento da proibição do movimento de animais.

A decisão carecia de aprovação oficial, com a publicação do respetivo despacho do Ministério da Agricultura, que aconteceu a 9 de maio, conforme documento a que a Lusa teve acesso esta sexta-feira

O Ministério da Agricultura de Angola deu como ultrapassado o surto de febre aftosa que entre 2015 e 2016 afetou o sul do país, oficializando o levantamento da proibição do movimento de animais.

A decisão carecia de aprovação oficial, com a publicação do respetivo despacho do Ministério da Agricultura, que aconteceu a 9 de maio, conforme documento a que a Lusa teve acesso esta sexta-feira.

O despacho em causa, assinado pelo ministro da Agricultura, Marcos Nhunga, refere que o Instituto de Serviços de Veterinária (ISV) “cumpriu com todas as medidas de controlo” deste surto, ao abrigo da legislação nacional e regras internacionais, considerando já “não haver evidências de novos casos nas zonas identificadas” e “havendo a necessidade de se normalizar o movimento de animais e seus produtos”.

Com esta decisão, é levantada a proibição do movimento de animais como bovinos, caprinos, ovinos, suínos, búfalos e antílopes, e seus produtos e subprodutos no município de Cuangar (província do Cuando Cubango), depois de medida idêntica ao movimento entre duas províncias do sul de Angola (também o Cunene) e a vizinha Namíbia.

Em todo o território nacional, nas estruturas competentes do Estado para o efeito, devem manter as medidas de policiamento e de controlo sanitário em todo os postos fronteiriços, aeroportos portos e estabelecimentos comerciais”, refere o mesmo despacho.

A 29 de maio de 2015, o ministério da Agricultura decretou ser “temporariamente proibido” o movimento de animais biangulados “para dentro, para fora e no interior” dos municípios do Cuangar e Menongue, (Cuando Cubango) e de Kwanhama, Namacunde e Cuvelai (Cunene).

As imposições então decididas foram justificadas com o facto de as autoridades angolanas terem “tomado conhecimento da existência de um surto de febre aftosa” na área de Ombalela (Cuangar) e à notificação de um surto da mesma doença animal na Namíbia, na região de Ohangwena.

As áreas infetadas apresentam condições de propagação rápida da doença, por ser uma extensa zona de transumância para onde convergem animais de várias partes do sul de Angola e do norte da Namíbia, em busca de pasto e água na época seca”, informou na altura o Ministério da Agricultura angolano.

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