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As inovações dos protetores solares da nova geração

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A proteção agora quer-se contra UVB, UVA, infravermelhos, luz visível, sem arder nos olhos, à prova de água, suor, areia e sem manchar a roupa. Saiba tudo o que tem de procurar nos novos protetores.

Autor
  • Helena Magalhães

Longe vão os tempos em que uma pele pálida significava, nada mais nada menos, uma pessoa que não trabalhava ao ar livre e tinha, por isso, um estatuto diferente. Hoje um bronze significa que somos ativos, apanhamos sol, fazemos exercício e temos um estilo de vida saudável — mesmo que o sol seja do menos saudável possível. Quem cresceu na década de 70 talvez se lembre dos protetores solares com filtro de 2 ou 4 (verdade) e do tempo em que se alguém dissesse que, um dia, iríamos usar o fator 50, teria sido considerado absolutamente descabido. Mas chegámos aos dias de hoje e temos a maior taxa de cancro de pele de sempre e os números continuam a subir. Afinal, o fator 50 não é assim tão descabido.

Na última década, as mentalidades mudaram. Os malefícios do sol tornaram-se cada vez mais discutidos e a ciência tem-se focado a estudar novas formas de nos protegermos contra todos os tipos de raios. Se olhar para a pele do rosto de um surfista ou de alguém que trabalhe ou passe muito tempo ao sol, vai ver que ganhou o aspeto do couro — manchada e rugosa. Ainda acha que um bronze é assim tão bonito?

© Getty Images

O que tem de procurar nos novos protetores solares?

Já não basta que diga proteção contra os UVB. Hoje é obrigatório o círculo em volta dos UVA — significa que protege também a camada inferior da pele, aquela que provoca o envelhecimento. Mas há mais a saber. Em 2016, a marca francesa Lancaster lançou uma revolução nos solares quando apresentou aquilo a que chamou a Full Light Technology, que consegue atingir 100 por cento do espectro solar ao absorver, refletir e neutralizar simultaneamente as diferente ondas da luz, minimizando assim os seus efeitos nocivos sobre a pele. Falamos de uma proteção contra UVB, UVA, infravermelhos e luz visível — algo até então nunca conseguido por nenhum laboratório.

O Observador falou com Olivier Doucet, vice-presidente do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento dos laboratórios Lancaster que nos explicou o que é isto da luz visível:

A principal diferença é que o impacto da luz visível é primeiro invisível, ao contrário dos raios UV. Não deixa vermelhidão, queimaduras ou calor. O impacto leva mais tempo para aparecer. A luz visível penetra mais profundamente do que a luz UV e, a longo prazo, causa danos mais profundos na arquitetura da pele, promovendo o envelhecimento prematuro da pele.”

Embora tenha sido a primeira marca a introduzir a Full Light Protection nas linhas solares e de cuidado de rosto, Doucet diz que, neste momento, já há mais marcas a seguir esta abordagem na União Europeia e na Ásia.

Algumas inovações a entrar no mercado português para este verão

Já está dito e sabido: usar o protetor do ano anterior é um gigante erro porque, provavelmente, já perdeu a sua eficácia devido à oxidação causada pelo oxigénio do ar. É um investimento pequeno e que, tendo em conta a quantidade que deve aplicar, provavelmente indica que se lhe sobrou protetor do ano passado é porque não o aplicou corretamente. Mesmo assim, se tem protetores em casa, a Uriage lançou uma campanha para os entregar em troca de um vale para a compra de um novo.

Eis algumas inovações para conhecer:

  • A Nivea apostou numa linha com uma fórmula inovadora que ajuda a remover mais facilmente as manchas amareladas da roupa causadas pelos protetores solares.
  • A Uriage acaba de lançar uma gama com um complexo filtrante de nova geração que protege dos UVB e dos UVA curtos e longos para uma cobertura mais eficaz, tendo ainda alguns produtos com filtros minerais para a pele sensível.
  • Este ano a Isdin traz uma nova tecnologia Fusion Water de base aquosa que minimiza a fase oleosa que, normalmente, os protetores solares têm, tornando-se assim oil-free e uma espécie de proteção invisível. A gama aposta ainda na chamada Safe-Eye Technology — produtos tecnologicamente avançados que não ardem nos olhos — e em filtros químicos, físicos e biológicos. Enquanto os dois primeiros protegem a pele contra os efeitos da radiação UV, o último protege contra a oxidação provocada pelos radicais livres.
  • Já a Vichy criou uma tecnologia anti-areia para maior conforto e proteção duradoura em que a areia não se cola à pele. Tem ainda água Vichy mineralizante, apaziguante, fortificante e regeneradora.
  • Além de incorporar a Full Light Protection, a Lancaster apostou este ano numa nova linha Sun Sport que reage de acordo com o micro ambiente da pele, como a água ou o suor, para aumentar a proteção solar e proporcionar uma sensação de frescura duradoura.
  • A pensar nas peles com intolerância solar ou propensão a manchas, a La Roche-Posay trouxe uma fórmula gel Wet Skin muito resistente à água e com um reforço contra os raios UVA mais rigorosa do que a recomendação europeia para uma elevada proteção de largo espectro.
  • Contra os raios UVA/UVB e FPS até 50+, a Piz Buin junta a proteção à estética com a nova Instant Glow, uma loção solar iluminadora com partículas refletoras que deixam a pele com um brilho dourado.

Na fotogaleria, em cima, veja estas e outras novidades para garantir que, este verão, não vai descuidar a proteção da sua pele. Se beber, não conduza, certo? Se for à praia, apanhe banhos de sol com moderação.

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