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Volvo vai acabar com motores a gasóleo

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As normas de protecção ambiental previstas para 2021 levaram a Volvo a anunciar não pretender desenvolver uma nova geração de motores a gasóleo. Mas os actuais serão determinantes e ainda vão evoluir.

Hakan Samuelsson, o responsável máximo da Volvo, garantiu que a actual geração de motores diesel da marca sueca será a última. Em contrapartida, a casa de Gotemburgo está a investir fortemente nos eléctricos e nos híbridos

Autor
  • António Sousa Pereira

Foi o próprio CEO da Volvo, Hakan Samuelsson, em declarações ao Frankfurter Allgemeine Zeitung, quem fez saber que a actual geração de motores diesel deverá ser a derradeira da Volvo. Isto por se anteverem demasiado dispendiosas as medidas necessárias para reduzir as respectivas emissões de óxidos de azoto, exigidas para que estes possam cumprir com as futuras normas de protecção ambiental.

Citado pelo jornal alemão, o CEO da marca sueca afirmou que na actual perspectiva, a Volvo não vai “desenvolver qualquer nova geração de motores diesel”. Ainda assim, um porta-voz da casa de Gotemburgo veio, entretanto, fazer saber que as afirmações do seu responsável máximo pretendiam mais esclarecer que opções se lhe deparam no futuro, do que traduzir um plano concreto para desistir do desenvolvimento deste tipo de motor.

Prova disso mesmo, o facto de a Volvo reafirmar a sua crença de que o diesel ainda desempenhará um papel fulcral nos próximos anos, na tarefa de ajudar os construtores de automóveis a reduzir as emissões de CO2, até por serem energeticamente mais eficientes do que os seus congéneres a gasolina. Por isso, o construtor nórdico continuará a evoluir a sua actual geração de propulsores a gasóleo, estreada em 2013, de forma a que este possam cumprir com as futuras normas, sendo praticamente garantido que irão manter-se em produção até cerca de meados da próxima década.

A questão do seu terminus coloca-se com maior premência a partir de 2021, altura em que entrarão em vigor na União Europeia as novas normas anti-poluição, que obrigarão a que as emissões de CO2 das gamas dos fabricantes baixem de 130 g/km para 95 g/km. Uma medida que obrigará a avultados investimentos em tecnologia que permita “despoluir” os motores, e que, no caso dos diesel, se traduzirá em custos de desenvolvimento e produção que, uma vez passados para o consumidor, deixarão de tornar interessante esta opção, a ponto de, na perspectiva de Samuelsson, os híbridos plug-in a gasolina passarem a ser uma alternativa válida a todos os níveis.

É também por isso, e mesmo sabendo que a Europa é o maior mercado mundial para os diesel (em que ainda são responsáveis por mais de metade das vendas de automóveis novos), que a Volvo tem vindo a investir fortemente nos eléctricos e nos híbridos, tendo já anunciado o lançamento do seu primeiro modelo totalmente eléctrico para 2019. A este propósito, as afirmações do CEO da Volvo também não deixam margem para dúvidas: “Temos que reconhecer que a Tesla conseguiu oferecer um modelo pelo qual as pessoas anseiam. Nesta área também deverá haver espaço para nós, com produtos de elevada qualidade e design atractivo.”

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