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Mudar de pneus pode ser estúpido. Saiba quando fazê-lo

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Deita fora uns sapatos que só precisam de ser limpos, ou o tubo da pasta de dentes antes de chegar ao fim? Então, porque muda de pneus quando estes ainda têm 3 mm de piso, como alguns aconselham?

Autor
  • Alfredo Lavrador

Muitos especialistas aconselham à troca de pneus assim que as esculturas do piso, que existem para escoar a película de água que se forma entre eles e a estrada, atingem os 3 mm de profundidade. Isto apesar de o mínimo legal para circular na via pública ser de apenas 1,6 mm. Agora a Michelin veio a público chamar a atenção de que não só isto é um erro e um desperdício de dinheiro, como até pode estar a abrir mão de uns pneus num estado próximo da perfeição.

O fabricante gaulês de pneumáticos afirma que, se “todos os condutores seguissem a orientação da maioria das casas de pneus e os trocassem ainda com 3 mm de piso, estavam a despender mais 6,9 mil milhões de euros por ano do que seria necessário”, ou mesmo aconselhável, sob o ponto de vista da segurança. Como se não bastasse o dispêndio adicional de dinheiro, há ainda que considerar o impacto ambiental, pois “mudar de pneus antes de tempo implica consumir mais 128 milhões de pneus por ano, cuja produção leva à libertação na atmosfera de mais 9 milhões de toneladas de CO2 anualmente”, afirma a Michelin.

Aconselhar a troca antecipada de equipamento rolante é obviamente vantajoso para as empresas que os fabricam e comercializam, mas é má para todos os restantes intervenientes, e para o próprio ambiente. Segundo a marca francesa, que vem deste modo colocar o interesse público acima do seu, isto equivaleria a “trocar de sapatos quando apenas necessitam de ser limpos, ou deitar fora a pasta de dentes quando ainda vai a meio”.

A Michelin sugere ainda aos grupos de defesa do consumidor que realizem mais testes comparativos, a fim de provar que os pneus com menos de 3 mm de piso são tão seguros quanto os novos. E relembra que “os bons pneus com 1,6 mm são muito mais eficazes do que os pneus low cost em estado novo”.

Convém apenas ter cuidado em não deixar que a profundidade das esculturas baixe dos 1,6 mm, pois aí não só a eficácia não será a mesma, devido ao risco de aquaplanagem, como terá custos imediatos caso seja apanhado num controlo das autoridades, uma vez que estão abaixo do permitido pela lei.

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