Logo Observador
Empreendedorismo

Tecnologia. Há 5.000 empregos atracados no Landing.careers Festival

O festival Landing.careers vai reunir 1.500 profissionais, 30 oradores e 60 empresas, nacionais e internacionais, que estão dispostas a contratar quem quiser uma carreira em tecnologia.

Os barcos vão ser espaço para troca de experiências entre a "comunidade" e equipas de empresas como a Trivago, Farfetch ou Microsoft

O Landing.careers Festival mudou de nome (antes era Landing.jobs) e passou dos barcos para o Pavilhão de Portugal, em Lisboa, para ser a casa da terceira edição de um festival onde “não há fatos nem cartões de visita”, e que quer ser “muito mais do que uma feira de emprego”. Mais do que ajudar os participantes a procurar o próximo emprego, o evento quer contribuir para o desenvolvimento das carreiras na área tecnológica, numa “lógica mais abrangente”. Arranca esta sexta-feira.

Mais do que arranjarmos o próximo emprego, queremos ajudar os candidatos a explorarem outros caminhos, abrindo horizontes na altura de procurarem ou mudarem de trabalho na indústria de tecnologia europeia”, diz Pedro Oliveira, cofundador da Landing.jobs, startup portuguesa, sediada em Londres, que se dedica ao mercado de emprego tecnológico na Europa e é responsável pela organização do evento.

Esta sexta e sábado, há 5.000 oportunidades de emprego em 60 empresas. Mais de 80% dessas vagas são em Portugal, mas em tecnológicas que atuam numa escala internacional como a Google, Microsoft, Farfetch, Deloitte, Olx, Trivago ou Pipedrive, indica a organização. Há 1.500 candidatos inscritos (a maioria das atividades são gratuitas), e cerca de 20% chegam de fora do país.

Muitas destas empresas poderão a colocar as vagas numa lógica de validar a sua operação em Portugal, para perceber se vão abrir ou não tech centers (centros tecnológicos) em Portugal”, refere José Paiva, também cofundador da Landing.jobs, ao Observador.

Da lista de 30 oradores, estão nome como Tom McAdam (diretor de engenharia na Google), Aral Balkan (fundador da Ind.ie) e Joel Gascoigne (cofundador e líder da Buffer). Vão ser abordados temas “quentes” do momento como a realidade virtual, inteligência artificial, jogos, robótica, novas linguagens de programação, blockchain (transações em rede) e o trabalho à distância.

Blockchain. Esta máquina do dinheiro vai ser maior do que a Internet?

Como o foco do evento é a carreira, José Paiva identifica três tipos de pessoas que procuram o evento: os que estão “à procura da primeira namorada, ou seja, do primeiro emprego, os que se enganaram na namorada e estão à procura de outra” – porque trabalham há dois, três anos, mas estão descontentes e querem mudar -, e “os divorciados, ou seja, pessoas que têm experiência e procuram novos desafios, seja em startups ou em empresas internacionais”.

Numa altura em que a falta de profissionais na área das tecnologias da informação (TI) em Portugal e na Europa é uma das preocupações das empresas, a reconversão de competências vai ser outro dos temas debatidos. “As pessoas desconhecem que, das cerca de 100 mil pessoas que trabalham TI em Portugal, mais de metade foram reconvertidas, não têm formação académica em TI”, nota o cofundador da Landing.jobs.

“A reconversão é obrigatória por dois motivos: primeiro, porque não há pessoas suficientes, segundo porque mesmo que existam não têm o conhecimento que é preciso”, considera. O que tem acontecido com startups que “estão a criar as próprias escolas”, porque se deparam com dificuldades em conseguir contratar certos profissionais. A solução passa por ir buscá-lo fora ou investir na formação, sublinha José Paiva.

A Landing.jobs vai ainda organizar uma maratona de programação – What the Hack -, durante 24 horas com quatro desafios diferentes e prémios no valor de seis mil euros.

Neste eventos, um hackathon (maratona de programação) é uma oportunidade para que os participantes mostrem as suas capacidades de uma forma prática e não de uma forma falada. Os hackathons são muitas vezes usados para recrutar pessoas, é uma forma de os profissionais mostrarem as capacidades”, explica José Paiva.

Apesar de se terem mudado para o Pavilhão de Portugal, os barcos não ficam de lado e servem de espaço para troca de experiências entre a “comunidade”, com equipas de engenharia da Trivago, Farfetch ou Microsoft, por exemplo.

Além de oportunidades de emprego, os participantes vão poder, em pequenos grupos ou em conversas individuais, colocar questões a especialistas (nacionais e internacionais) de tecnologia, como João Barros, Senior Manager da Google, Jamahl McMurran, Head of Platform da Seedcamp ou profissionais da Landing.jobs, com o objetivo de ajudá-los e orientá-los no desenvolvimento das suas carreiras.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cmoreira@observador.pt
Economia

Viva o turismo

João Marques de Almeida
584

Os “novos aristocratas” acham que têm privilégios especiais. Passam a vida inteira a viajar, mas nunca são turistas. As massas da classe média viajam pouco, mas se o fazem são logo turistas detestados

Governo

Estado de calamidade

Manuel Villaverde Cabral

Continua tudo como dantes: o país está entregue ao clientelismo governamental, dependente do crescimento externo e condenado à dívida. Esta é que é a calamidade que explica as outras calamidades.