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Jeep

Novo Compass em cinco pontos. Chega em Outubro

Apresentado em Lisboa, só em Outubro chega a Portugal o novo Jeep Compass. Modelo que promete ser a referência para os que buscam um SUV compacto realmente capaz de aventurar-se no TT.

Autor
  • António Sousa Pereira

Mais uma vez, Portugal foi o destino escolhido para a apresentação de um novo automóvel à imprensa internacional. As regiões de Lisboa, Cascais e Sintra acolhem, assim, nas próximas semanas, jornalistas de toda a Europa, que no nosso país terão oportunidade de efectuar um primeiro contacto com o novíssimo Compass, o modelo que completa a oferta europeia da Jeep. Este foi, ainda, o último evento da marca norte-americana realizado sob a égide da Bergé, dado que, a partir de Setembro, a própria filial lusa da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) passará a assegurar a importação e distribuição dos seus modelos no território nacional.

Não se fica pelas aparências. É o que parece: um Jeep

Posicionando-se entre o Renegade e o Cherokee, o Compass é anunciado como um SUV compacto, contando com 4.394 mm de comprimento, 1.819 mm de largura e 1.624 mm de altura (1.638 mm nas versões de tracção integral), para uma distância entre eixos de 2.636 mm. Mas desde logo garante contar com capacidades para enfrentar o fora de estrada dignas de um Jeep, capazes de posicioná-lo no topo do seu segmento nesse particular – a que se juntam inúmeras e evoluídas tecnologias de segurança e conectividade.

Esta dicotomia em termos de competência dinâmica pretende ser ilustrada pelo seu visual exterior. O que acaba por verificar-se, graças às linhas modernas, dinâmicas e distintivas, mas sem deixarem de incluir alguns elementos típicos da Jeep, como seja a grelha frontal com sete orifícios e as cavas das rodas trapezoidais. Ainda em destaque, neste capítulo, a moldura em preto das ópticas dianteiras por LED, bem como a linha descendente do tejadilho, que assume ainda maior protagonismo quando dotado o Compass do opcional tejadilho contrastante em preto brilhante.

Dominado por materiais, na sua maioria, de apreciável qualidade, o interior faz bom uso da generosa distância entre eixos e das dimensões da carroçaria para oferecer uma habitabilidade de bom nível, ao passo que a bagageira disponibiliza 438 litros com os cinco bancos montados, podendo contar (de série, ou em opção, consoante as versões e níveis de equipamento) com um portão traseiro de operação eléctrica. O tablier de formato trapezoidal, mais uma solução tipicamente Jeep, é dominado pelo ecrã táctil do sistema de infoentretenimento, que pode ser de 5”, 7” ou 8,4” – mais uma vez, dependendo do nível de equipamento em questão.

Na consola central foram integrados os principais elementos funcionais, nomeadamente a alavanca de comando da caixa de velocidades; os botões de comando do sistema 4×4, do travão de estacionamento eléctrico, do sistema start/stop e do volume do sistema de som; os comandos da climatização; e as ligações multimédia. Já no painel de instrumentos foi instalado, entre os dois mostradores principais, um ecrã TFT multifunções, com 3” ou 7” – este último a cores e amplamente personalizável.

Motorizações disponíveis em Portugal

Sob o capot poderão ser encontrados um motor a gasolina e dois a gasóleo, o mais dotado dos quais é proposto com dois níveis de potência. Assim sendo, a gama tem início na versão animada pelo motor 1.4 MultiAir2 Turbo com 140 cv e 230 Nm, combinado com uma caixa manual de seis velocidade a tracção apenas dianteira. A mesma configuração de transmissão é a oferecida com o mais acessível dos propulsores diesel, o 1.6 Multijet II com 120 cv e 320 Nm.

Já a unidade turbodiesel 2.0 Multijet II é sempre combinada com o sistema de tracção integral Selec-Terrain, embora podendo a sua variante de 140 cv e 350 Nm contar com caixa manual de seis velocidades (em que a potência máxima é alcançada às 3.750 rpm) ou automática de nove relações (neste caso, o regime potência máxima passa a ser de 4.000 rpm). Já o mais potente dos Compass, o que recorre à derivação de 170 cv e 380 Nm deste motor, só está disponível com essa mesma caixa automática de nove velocidades.

Entre os atributos destinados a assegurar ao Compass uma inequívoca competência dinâmica, tanto no asfalto como fora dele, referência primeira para a estrutura composta em 65% por aço de alta resistência, opção que permitiu minimizar o peso (1.505 kg na versão a gasolina, 1.615 kg nas variantes a gasóleo), optimizar o comportamento e garantir uma elevada robustez estrutural. A suspensão é do tipo MacPherson na frente, adoptando uma solução Chapman no eixo traseiro – uma evolução da configuração independente, com molas helicoidais, criada pelo mítico Colin Chapman, fundador da Lotus, e que, na sua essência, se pode definir como a aplicação do princípio MacPherson a um eixo não direccional, garantindo a Jeep ter aqui permitido optimizar a compressão das molas, reduzir o rolamento e oferecer um elevado curso no todo-o-terreno. Os amortecedores com válvulas FSD (Frequency Selective Damping), argumento único no segmento, estarão aptos a filtrar de modo mais eficaz do que os tradicionais as irregularidades do piso.

Argumentos para ser uma referência no todo-o-terreno

Passando à transmissão integral, atributo importante para a eficácia do Compass em pisos de menor aderência e, sobretudo, no fora de estrada, o sistema Selec-Terrain oferece os modos Snow, Sand e Mud, que ajustam o seu funcionamento (como o do motor, da caixa automática e de auxiliares de conduções como o ABS e o ESP) em conformidade. A funcionalidade Active Drive, a cargo de uma embraiagem central de controlo electrónico, permite que, de forma praticamente instantânea, até 100% do binário possa ser enviado para cada um dos eixos, se assim for necessário, pese embora, em condições normais, mesmo as versões 4×4 do Compass de comportem com um normal tracção à frente, já que as rodas traseiras apenas são accionadas quando as condições de condução assim o exigem – ou quando o utilizador pressiona o botão de bloqueio de transmissão, que obriga o sistema a funcionar, em permanência, no modo de tracção total.

Já a função Active Drive Low é o nome dado pela Jeep ao que vulgarmente é conhecido como “redutoras”, adoptando uma redução de 20.0:1 quando seleccionada. Para evoluir fora do asfalto, será importante, também, o sistema de controlo electrónico de descidas HDC, disponível nas versões dotadas do pacote de equipamento Trail Hawk – aquele que incrementa as suas capacidades nesta matéria, e inclui ainda os pneus M+S, os pára-choques dianteiro e traseiro modificados (para melhorar os ângulos de ataque e de saída), a altura ao solo e o curso de suspensão incrementados, as protecções inferiores do chassi em aço e o gancho de reboque.

Vejamos, então, quais as competências em TT anunciadas pela Jeep para o novo Compass (valores para as versões 4×4 entre parêntesis): ângulo de ataque de 15,8° (16,8°), ângulo de saída de 30,8° (31,7°), ângulo ventral de 21,8° (22,9°), altura ao solo de 198 mm (215 mm) e passagem a vau de 406,4 mm. Para que não restem dúvidas acerca das vantagens do pacote Trail Hawk nesta matéria, note-se que, neste caso, o ângulo de ataque praticamente duplica para 30,3°, o de saída passa a ser de 33,6° e o ventral de 24,4°, enquanto que a passagem a vau passa a ser possível até aos 482 mm, ao mesmo tempo que o Selec-Terrain oferece um modo de condução adicional Rock. Adicionalmente, as variantes equipadas com a versão Uconnect 8.4 NAV, a mais evoluída, do sistema de infoentretenimento, podem receber o Jeep Skills, uma app que oferece indicações específicas para a condução em TT e permite ao condutor monitorizar a performance do seu Compasse no fora de estrada.

A primeira impressão agrada

Em Portugal, o novo Compass será lançado em Outubro, estando disponível com os quatro níveis de equipamento que marcam presença na gama: Sport, Longitude, Limited e Trail Hawk. E mais não adianta, por agora, a Jeep sobre a carreira comercial do seu novo modelo no mercado lusitano, reservando para essa data mais pormenores.

Que se aguardam com alguma expectativa, tendo em conta as boas indicações dadas pelo modelo num primeiro e breve contacto realizado entre Lisboa e o convento da Peninha, com passagem por um trilho off-road na Serra de Sintra, a bordo de um Compass 2.0 Multijett II de 170 cv, naturalmente na variante Trail Hawk. O motor, bem coadjuvado pela suave e rápida caixa automática, garante uma apreciável desenvoltura na maioria das situações de utilização, primando ainda por um funcionamento suave e consumos comedidos, se bem que fazendo sentir-se mais do que o esperado no habitáculo, devido a um ruído de funcionamento algo elevado.

A direcção é suficientemente rápida e directa, e cumpre com brio a respectiva função, embora a sua afinação firme e seca, ainda que contribuindo decisivamente para um bom controlo dos movimentos da carroçaria, obrigue a que a maioria das irregularidades do piso acabem por ser sentidas pelos ocupantes. Já quando se aumenta o ritmo em traçados sinuosos, é notória a tendência subviradora do Compass nas mais optimistas abordagens às curvas, o que em parte se poderá ficar a dever aos pneus de tipo misto que equipam as versões Trail Hawk. Nada, ainda assim, de problemático, porque facilmente compensado pela intervenção tanto da electrónica como do sistema de tracção integral.

Fora de estrada, pouco haverá a apontar ao novo Compass com tracção total e pacote Trail Hawk. Os ângulos característicos, o sistema Selec-Terrain e os pneus M+S permitem-lhe superar, sem temores, situações no todo-o-terreno que vão muito para além do que a maioria dos seus proprietários estará disposta a arriscar. Sujeito a confirmação aquando de uma convivência mais prolongada com o modelo norte-americano, este parece ser, sem dúvida, o modelo a ter em conta neste segmento para quem realmente queira ir para além do asfalto – pelo menos na configuração testada. Da mesma forma que é fundamental avaliar o seu potencial estradista numa versão mais condicente com essa vocação.

Porque é importante o número 70 para o novo Compass?

Por serem mais de 70 os sistemas de segurança que pode oferecer, incluindo, entre outros, o alerta de colisão dianteira com travagem de emergência, o alerta de saída involuntária da faixa de rodagem, o assistente à manutenção na faixa de rodagem, a monitorização do ângulo morto, o alerta de tráfego pela traseira, a câmara de estacionamento traseira, o sistema de estacionamento automático na perpendicular e em paralelo Park Assist, o cruise control adaptativo e o controlo electrónico de estabilidade com função de mitigação de potenciais capotamentos. E por serem mais de 70 os acessórios Mopar disponíveis para este modelo.

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