Dicas Auto

Quer um desportivo low cost? Eis 11 dicas para construir o seu

Se sempre desejou ter um carro mais rápido e divertido de conduzir, mas está “curto” de verba, porque não constrói o seu próprio desportivo? Eis 11 dicas relativamente baratas.

Autor
  • Francisco António

Especialmente para aqueles condutores menos afortunados (financeiramente falando, bem entendido) que até hoje nunca tiveram oportunidade de sentir nas mãos um verdadeiro desportivo, estando confinados ao seu utilitário de todos dos dias – por vezes, já com um excessivo número de anos e de quilómetros – , a possibilidade de dotarem o seu automóvel de um pouco mais de emoção pode soar como música para os ouvidos. Razão pela qual decidimos deixar aqui um total de 11 modificações acessíveis, capazes de tornar o seu modesto “carrito” numa máquina devoradora de quilómetros! E, sublinhe-se, em segurança…

Não sendo uma lista exaustiva, ou sequer elaborada com o objectivo de fazer do seu automóvel um carro de corridas, já sem qualquer aplicação ou uso no dia-a-dia, as dicas que aqui deixamos poderão, contudo, melhorar efectivamente a eficácia e as prestações do seu carro. Sem que, para tal, seja preciso abdicar de tudo quanto é conforto ou funcionalidade – qualidades apreciadas em qualquer veículo que, afinal, continuará a ser (também) o meio de transporte lá de casa!

1. Instale pneus de características desportivas

Sendo o único elemento que, no automóvel, verdadeiramente contacta com o solo, é também um componente importante na dinâmica exibida pelo veículo. Razão pela qual a nossa recomendação é que se deixe pneus de qualidade duvidosa ou em segunda mão, os quais têm à partida um rendimento muito deficiente, e opte antes por colocar uns pneumáticos de carácter mais desportivo. Preferencialmente, de marcas com melhor nome no mercado, como a Michelin, a Dunlop, a Bridgestone ou a Pirelli, que exibam laterais mais firmes e melhor tacto de condução. E todas elas oferecem gamas mais desportiva, como os Pilot Sport ou mesmo os Sport Cup, da Michelin.

Contudo, devem continuar a ser de medidas homologadas para o veículo em causa, pois de contrário não há inspecção que o aprove, sendo que deve igualmente preparar-se para surpresas desagradáveis com as seguradoras, em caso de acidente.

2. Coloque umas jantes novas, mas leves

É claro que umas jantes de 19″, num utilitário, dificilmente trarão agilidade ou até eficácia; já umas jantes de 16″, com umas borrachas mais desportivas montadas, poderão ser uma solução bem melhor e mais convincente! Trata-se, no fundo, também de estética; ainda que umas jantes de tamanho apropriado ao tipo e dimensões do automóvel (e homologadas) não deixem de ser também uma importante ajuda com vista a um melhor desempenho dinâmico!

Note que a troca de jantes de ferro por liga-leve não é apenas por uma questão de estética. O objectivo é, sobretudo, reduzir o peso não suspenso, que é precisamente o que mais influencia o desempenho da suspensão. E umas jantes mais leves ajudam o amortecedor e a mola a realizar melhor o seu trabalho.

3. Instale um kit de admissão desportivo

Sendo opinião geral que a grande maioria dos automóveis surge, de fábrica, com sistemas de admissão melhoráveis, existem já vários preparadores que disponibilizam kits de admissão desportivos que, por preços abaixo dos 200€, garantem um incremento da potência do motor, na ordem dos 3 a 10 cv – isto, dependendo sempre também da cilindrada e alimentação.

De resto, optimizando o fluxo de ar que entra no motor e reduzindo a temperatura na admissão, a maior parte destes sistemas são inclusivamente de montagem fácil, em poucos minutos, e exigindo apenas a utilização das ferramentas básicas e, claro, respeitar as instruções.

Obviamente, ajuda se o veículo em causa possuir um tipo de injecção de combustível que se possa ajustar (automaticamente ou não) à quantidade de ar admitida, mas sobretudo à massa desse mesmo ar, pois é essa que conta no momento da mistura ar/combustível.

4. Introduza um sistema de escape desportivo

Não estamos a falar da simples ponteira, que garante exclusivamente uma sonoridade mais desportiva, mas sim de sistemas de escape completos, menos restritivos e com uma geometria optimizada, capaz de garantir uma melhor evacuação dos gases de escape. Sendo que, por um pouco mais, pode até acrescentar-lhe novos colectores de escape.

Seja como for, garantidos ficarão mais alguns cavalos de potência, a par de um barulho bem mais cativante; o que não significa necessariamente um volume mais alto… Convém é verificar se o ruído continua dentro dos limites impostos pela lei, mas há escapes desportivos que asseguram isso mesmo.

5. Mude para tubos de aço no sistema de travagem

Basicamente, trata-se de garantir um tacto mais agradável no pedal do travão, não tão esponjoso nas travagens mais a fundo. Algo que se consegue com a substituição das tubagens em borracha que geralmente os carros trazem de fábrica, por tubos de aço que, além de não se deformarem, garantem uma injecção mais eficiente dos fluidos hidráulicos. Assegurando, ao mesmo tempo, uma melhor travagem.

6. Troque de óleo de travões e de pastilhas

Já que está concentrado no sistema de travagem, aproveite para mudar de óleo de travões. Não só deve substituí-lo com alguma regularidade, pois tende a absorver humidade e, logo, a perder eficácia, como deve procurar um óleo que resiste melhor a altas temperaturas, uma vez que o mais provável é que passe a conduzir mais depressa e a esforçar mais o sistema de travagem.

É claro que deveria mudar de maxilas, que lhe permitissem montar pastilhas de maiores dimensões. Mas isso representa um investimento assustador. Como esse não é o objectivo, concentre-se apenas nas pastilhas. Monte a medida de origem, mas procure outro material, pois existem umas que resistem melhor a uma utilização intensiva. Só um aviso: não fazem muito bem aos discos. Mas isso é outra conversa.

7. Instale barras estabilizadoras

Sendo um dos upgrades mais acessíveis que podemos instalar num automóvel, montar barras estabilizadoras mais grossas é também uma das soluções que mais facilmente altera, para melhor, o comportamento do automóvel. Desde logo, pelo facto de reduzirem o adornar da carroçaria em curva, sejam elas montadas no eixo dianteiro ou traseiro – ou em ambos –, tornando dessa forma o carro mais ágil e preciso, além de com um melhor comportamento em curva.

E o mais curioso é que recorrer a barras mais grossas não torna a suspensão mais dura em recta (ou seja, sempre que as duas rodas são solicitadas em simultâneo), mas exclusivamente em curva (quando apenas uma das rodas é solicitada), que é exactamente o que necessitamos.

8. Opte por amortecedores e molas mais duras

Não são raros os automóveis que acabam por melhorar o seu desempenho apenas e só com a instalação de novos amortecedores e molas, um pouco mais firmes. Sendo mesmo, a par da colocação das barras estabilizadoras, a solução que mais contribui para que tenhamos um carro, seja ele qual for, mais entusiasmante de conduzir.

No entanto, atenção: antes de escolher os amortecedores ou as molas, o melhor mesmo é informar-se, em fóruns na Internet ou até mesmo junto da marca, sobre quais as melhores soluções, em função do modelo do automóvel. Sendo que, uma vez chegado a uma conclusão, também valerá a pena ponderar sobre o uso que se pretende dar ao veículo e o tipo de estrada em que irá circular. Lembre-se que umas suspensões excessivamente rijas tornam o carro muito saltitão, com perdas de aderência muito repentinas, o que é mau para a diversão. Especialmente, se a estrada estiver molhada.

9. Evolua o sistema de travagem

Porque tão importante como acelerar é travar, a opção pela colocação de um sistema de travagem melhorado, por exemplo, com umas pastilhas de travão de alto rendimento e a substituição dos quatro discos e das respectivas pinças por uma solução de maiores dimensões, deve ser sempre levada em linha de conta. Em particular, se o leitor for daqueles condutores que se pela por umas voltinhas em estradas de montanha ou em track days. E não se esqueça da bomba central, aquela que é pressionada quando carrega no pedal do travão, pois é aí que tudo começa.

10. Reprograme (conscientemente) a centralina

Ora aqui está um tema que requer muito cuidado, atenção… e informação. Porque exige a intervenção de pessoal especializado e não demasiada ambição; no máximo, um aumento da potência em não mais que 20%, se o motor em causa estiver equipado com turbocompressor, cuja pressão seja gerida pela centralina.

Um maior incremento pode resultar num esforço perigoso de alguns componentes mecânicos e até encurtar consideravelmente o período de vida de componentes do motor – a começar pelo turbo, mas incluindo igualmente o interior do motor.

11. Novos assentos, volante, alavanca da caixa

A par de todas as alterações mecânicas e de software já referidas, importante, neste esforço de trazer mais emoção ao nosso carro de todos os dias poderá ser também a melhoria da forma como sentimos o automóvel. Nomeadamente, os bancos em que nos sentamos – por que não a instalação de uns assentos mais desportivos -, o volante com que conduzimos – por exemplo, um de tacto mais desportivo -, ou até mesmo a manete da caixa de velocidades que, se a alavanca for de menor altura, permitirá não só engrenar as relações mais rapidamente, como também oferecerá um outro tacto. Sendo que, para completar o pacote, uns pedais mais desportivos também não seriam uma má opção.

A terminar, referir apenas que de forma alguma quisemos fazer uma lista exaustiva. Até porque, já lá diz a sabedoria popular, “o carro é muitas vezes a imagem do seu condutor”. Importante é, sim, que todas as alterações que vier a fazer no seu automóvel sejam realizadas com garantias de segurança e fiabilidade, levando em linha de conta que acessível não é o mesmo que barato, e que, por vezes, “o barato, sai caro”. Sendo que a melhor forma de evitar situações desagradáveis no futuro é informar-se bem antes de comprar – e, para isso, os fóruns na Internet e as oficinas especializadas poderão ser uma boa solução.

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