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“Cidadania e interculturalismo” é o mote do Dia Internacional dos Arquivos

O Dia Internacional dos Arquivos é assinalado esta sexta-feira sob o mote "Arquivos, cidadania e interculturalismo", com uma homenagem ao investigador Vergílio Correia, na Torre do Tombo, em Lisboa.

A homenagem ao investigador, que dirigiu o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, desde 1921 até à sua morte, inclui uma mostra de fotografias de sua autoria

Inácio Rosa/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Dia Internacional dos Arquivos é assinalado esta sexta-feira sob o mote “Arquivos, cidadania e interculturalismo”, com uma homenagem ao investigador Vergílio Correia, na Torre do Tombo, em Lisboa.

O Arquivo Municipal de Lisboa (AML), por seu turno, fazendo jus ao lema do dia, anunciou que vai levar a cabo “várias iniciativas na cidade”, designadamente a “divulgação da sua atividade junto de colaboradores do município e do público em geral no edifício central do Campo Grande [e] visitas guiadas aos seus equipamentos”.

O AML edita esta sexta-feira um novo número da revista científica Cadernos do Arquivo Municipal, que faz “parte do programa preparado com o objetivo de divulgar o trabalho que desenvolve, e reforçar a importância dos arquivos em geral e dos seus profissionais na sociedade”, segundo nota da instituição da camarária.

O Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), por seu turno, apresenta esta sexta-feira à tarde um painel de palestras e uma exposição de fotografias inéditas, numa homenagem ao historiador de arte, arqueólogo e etnólogo Vergílio Correia (1888-1944).

Vergílio Correia, entre outras funções, coordenou os trabalhos arqueológicos no sítio de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, de 1933 a 1940, e, anteriormente, tinha sido conservador dos museus Etnológico Português e do de Arte Antiga, em Lisboa.

A homenagem ao investigador, que dirigiu o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, desde 1921 até à sua morte, inclui uma mostra de fotografias de sua autoria, que estará patente até dia 28 de setembro, altura em que se realizará um colóquio dedicado ao “eminente intelectual”, como salientou Maria dos Remédios do Amaral, do ANTT.

Antecedendo a exposição “Vergílio Correia: Um Olhar Fotográfico” tem lugar um conjunto de palestras.

O presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Nuno Moita da Costa, falará sobre “Vergílio Correia e o Movimento para a Promoção da Candidatura de Conímbriga a Património Mundial da UNESCO”, enquanto Ana Lopes, do ANTT, abordará o espólio arquivístico de Vergílio Correia, que se encontra nesta instituição.

Maria dos Remédios Amaral disse à agência Lusa que a Torre do Tombo adquiriu em 2005 parte do arquivo pessoal do investigador, mas este, parcialmente, encontra-se disperso, tendo destacado o trabalho do Centro de Estudos Vergílio Correia (CEVC), em Condeixa-a-Nova, na recuperação do espólio fotográfico.

No painel de palestras inclui-se ainda uma do historiador de arte Vitor Serrão, que irá traçar o “perfil de um eminente historiador de arte, arqueólogo, etnólogo, professor universitário e homem de cultura integral”, e uma de Vera Mariz, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, intitulada “o apaixonante caso da carga assíria do navio Cheruskia”.

Miguel Pessoa e Lino Rodrigo, do CEVC, apresentarão uma “breve história do Centro de Estudos Vergílio Correia e do seu arquivo de fotografias em chapa de vidro”.

Após a inauguração e visita guiada à exposição, será projetado o filme “Aspetos da Apanha da Azeitona em Conímbriga e no Alentejo” (1939), de Adolfo Coelho (1899-1953), realizado por Manuel Luís Vieira (1885-1952).

O Dia Internacional dos Arquivos foi instituído pela assembleia-geral do Conselho Internacional de Arquivos, em 2007. A data coincide com a criação, a 9 de junho de 1948, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), do Conselho Internacional de Arquivos.

Na Declaração Universal sobre os Arquivos, pode ler-se que estes “registram decisões, ações e memórias”, e que “são um património único e insubstituível, transmitido de uma geração a outra”.

Segundo a mesma declaração, ratificada por Portugal, os “documentos de arquivo são geridos desde a criação para preservar seu valor e significado”, e os “arquivos são fontes confiáveis de informação para ações administrativas responsáveis e transparentes”. O texto internacional afirma que os arquivos “desempenham um papel essencial no desenvolvimento das sociedades, ao contribuir para a constituição e salvaguarda da memória individual e coletiva”, e defende “o livre acesso aos arquivos”, pois “enriquece o conhecimento sobre a sociedade humana, promove a democracia, protege os direitos dos cidadãos e aumenta a qualidade de vida”.

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