Condução Autónoma

Carros (quase) autónomos da Honda só em 2025

A Honda pretende comercializar carros capazes de circular sozinhos, até 2025. Segundo a marca nipónica, o futuro será este, mas até lá há que controlar os custos.

Este é o NeuV, o protótipo que a Honda apresentou no Consumer Electronics Show, e que materializa a sua visão de mobilidade do futuro observador.pt

Autor
  • Francisco António

Denominada “Vision 2030”, a Honda acaba de apresentar a sua nova estratégia para o mercado automóvel, com um especial enfoque na condução autónoma. Nomeadamente, com a disponibilização de carros equipados com o nível 4 desta tecnologia, ou seja, capazes circular sozinhos na maior parte das situações, até 2025.

Seguindo, as pisadas já iniciadas por vários outros construtores, a Honda assume querer dar um novo impulso aos esforços que têm vindo a ser desenvolvidos por vários dos seus departamentos, neste mesmo domínio, embora procurando manter sob controlo os custos de desenvolvimento da tecnologia. No entanto, defende também o fabricante, é preciso olhar para além dos veículos convencionais, de forma a conseguir sobreviver numa indústria que está a caminhar rapidamente para o veículo eléctrico e para a condução autónoma.

Recorde-se que a marca nipónica já havia dado a entender ter planos para comercializar, até 2020, um veículo capaz de circular sem apoio do condutor em auto-estradas.

“Vamos dar prioridade máxima à electrificação e à evolução dos sistemas avançados de segurança”, anunciou ainda, em declarações reproduzidas pela Reuters, o CEO da Honda, Takahiro Hachigo. Isto, ao mesmo tempo que assumia que o desenvolvimento de novas tecnologias de condução, robótica e inteligência artificial aplicada à condução, assim como de novas soluções energéticas, serão igualmente prioridades para a Honda, nos próximos anos.

O objectivo

A Honda criou, ainda no final de 2016, uma nova divisão, direccionada para o desenvolvimento de veículos eléctricos. Estratégia que, no fundo, fazia parte de um plano mais amplo e que engloba igualmente os híbridos a gasolina de baixas emissões, os híbridos plug-in, os veículos exclusivamente eléctricos e as soluções a pilha de hidrogénio. Tudo propostas que hoje em dia não vão além dos 5% das vendas da marca nipónica, mas que, em 2030, o fabricante espera que possam vir a representar cerca de dois terços da sua oferta.

Entretanto, ao mesmo tempo que a Honda anuncia uma nova estratégia centrada na mobilidade eléctrica e autónoma, rivais como a BMW fixaram já como objectivo lançar um carro totalmente autónomo até 2021. Sendo que, a par do fabricante alemão, a norte-americana Ford prometeu um veículo de capacidades semelhantes, mas para utilização num esquema de car-sharing, para a mesma data. Já a nipónica Nissan, tem planos para comercializar um automóvel capaz de se desenvencilhar sozinho em cidade, até 2020.

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