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Pintura

Pintura “Virgem com o menino e dois anjos” proposta para tesouro nacional

A Direção-Geral do Património Cultural propôs a classificação como tesouro nacional do tríptico "Virgem com menino e dois anjos", uma obra do século XV.

A pintura estava dada como desaparecida por especialistas em arte antiga, e apareceu à venda, em leilão, em março de 2015

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A Direção-Geral do Património Cultural propôs a classificação como tesouro nacional do tríptico “Virgem com menino e dois anjos”, atribuído ao Mestre de Santa Clara, da coleção do Museu Nacional de Arte Antiga, indica esta segunda-feira o Diário da República.

O Anúncio 88/2017, publicado esta segunda-feira na II Série do Diário da República (DR), com a proposta para elevar a obra a interesse nacional, é assinado pela diretora-geral do Património Cultural (DGPC), Paula Silva.

A proposta para a obra do século XV é fundamentada numa deliberação favorável da Secção de Museus, da Conservação e Restauro e do Património Imaterial do Conselho Nacional de Cultura (SMUCRI-CNC), datada de 8 de fevereiro de 2017.

Conhecido como Mestre de Santa Clara, o pintor é também autor do políptico de Santa Clara-a-Velha de Coimbra, datado de cerca de 1486, atualmente no Museu Nacional Machado de Castro.

Contactado esta segunda-feira pela agência Lusa, José Alberto Seabra, diretor-adjunto do Museu Nacional de Arte Antiga, congratulou-se com a proposta de classificação do óleo sobre madeira do século XV, comentando que “esta é uma história com um final feliz”.

“Foi uma boa iniciativa do Estado esta aquisição notável, e colocá-la nas coleções do Museu de Arte Antiga, onde o Mestre de Santa Clara ainda não estava representado”, acrescentou.

A pintura estava dada como desaparecida por especialistas em arte antiga, e apareceu à venda, em leilão, em março de 2015, por um valor base de 5 mil euros, acabando por ser comprada por 30 mil euros pela DGPC.

Quando a pintura foi comprada, o diretor do museu, António Filipe Pimentel, disse à agência Lusa que a peça iria “colmatar uma lacuna” no acervo desta entidade, na área da pintura antiga portuguesa.

Também contactado pela Lusa, na altura da transação, o administrador do Palácio do Correio Velho, Sebastião Pinto Ribeiro, indicou que a pintura tinha sido “bastante disputada” no leilão de Antiguidades, Arte Moderna e Contemporânea.

De acordo com António Filipe Pimentel, “Virgem com o menino e dois anjos”, “que tinha pertencido à família Espírito Santo, não era fotografada desde os anos 1940”, tendo constituído, “portanto, um aparecimento muito feliz”.

Depois de comprada e restaurada, a “Virgem com menino e dois anjos” foi colocada na exposição permanente de pintura e escultura portuguesas, no renovado terceiro do Museu Nacional de Arte Antiga.

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