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Tesla

BMW batida. Tesla 4ª marca mais valiosa do mercado

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As acções da Tesla registaram novo máximo e, depois da Ford e da GM, a sua valorização bolsista superou também a da BMW. Já só está atrás da Toyota, da Daimler e da VW, e ainda nem chegou o Model 3…

Ricardo Castelo/Observador

Autor
  • António Sousa Pereira

Nos últimos meses, a Tesla foi notícia por ter alcançado uma valorização bolsista superior à da Ford e, dado momento, maior até do que a da BMW. Mais recentemente, a marca fundada por Elon Musk registou outro feito de monta: uma capitalização bolsista que supera já a da BMW, e fará deste o 4º fabricante automóvel mais valioso do mercado, atrás da Toyota, da Daimler e da Volkswagen.

Um estatuto que não será fácil de entender olhando apenas para as vendas dos dois construtores: enquanto a BMW vendeu mais de 2 milhões de automóveis em 2016, a Tesla ficou ligeiramente baixo dos 80 mil exemplares entregues a clientes no mesmo período. Porém, como nestas coisas dos mercados e das bolsas são muito levados em linha de conta factores menos mensuráveis e palpáveis, mas nem por isso menos determinantes, como projecções, previsões e expectativas, o facto é que os investidores avaliaram a casa de Munique em 54,6 mil milhões de euros, e a Tesla em 55 mil milhões de euros.

Nitidamente, esses mesmos investidores estão a valorizar as anunciadas 400 mil pré-encomendas que a Tesla afirma ter já para o Model 3, assim como os seus planos para vender 1 milhão de automóveis anualmente a partir de 2020. Mas não só: há quem considere que a empresa de Palo Alto é vista, mais uma vez pelos investidores, como mais do que um mero construtor de automóveis, daí retirando vantagem, quando comparada com as marcas convencionais.

Aqui, uma das suas valências mais significativas será a estratégia que há algum tempo vem seguindo para controlar todo o processo energético, da produção ao fornecimento ao consumidor final. Uma cadeia em que se incluem as suas famosas gigafábricas, o fornecimento de painéis fotovoltaicos para uso doméstico, o armazenamento da electricidade em acumuladores também domésticos, e o fornecimento de energia através dos carregadores de nível 2 ou da sua rede de supercarregadores.

Ou seja, já hoje, a Tesla quer convencer os seus clientes não só a adquirirem os seus automóveis, como a alimentá-los através da sua própria rede de fornecimento de energia. Estando ainda em condições de oferecer-lhes soluções de produção e de armazenamento de electricidade, tanto para o automóvel como para o lar. De algum modo, é como se um construtor tradicional também fosse proprietário de uma petrolífera, de uma refinaria e de uma rede de bombas de combustível…

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