Condução Autónoma

Jaguar Land Rover investe 25 milhões na Lyft

A britânica Jaguar Land Rover pretende impulsionar o desenvolvimento da condução autónoma, através da norte-americana Lyft. Começando por um investimento de 25 milhões de dólares.

Através da inMotion Ventures, a JLR vai fornecer à Lyft uma frota de modelos Jaguar e Land Rover, para testar a tecnologia de condução autónoma

Autor
  • Francisco António

Numa altura em que são várias as companhias, fabricantes automóveis mas não só, apostadas em serem as primeiras a colocar um carro autónomo a circular nas estradas, a Jaguar Land Rover (JLR) acaba de anunciar um investimento de 25 milhões de dólares, ou seja, pouco mais de 22,3 milhões de euros, na empresa de transporte urbano com recurso a viaturas particulares Lyft. Objectivo: impulsionar o desenvolvimento e o ensaio da tecnologia de condução autónoma.

O investimento, informou em comunicado o fabricante britânico, será feito através da sua participada para os serviços de mobilidade, inMotion Ventures. A qual fornecerá ainda à americana Lyft uma frota de veículos Jaguar e Land Rover, para aplicação da tecnologia e realização de testes.

A par deste investimento, a inMotion Ventures acaba de realizar um outro, na também norte-americana SPLT, companhia baseada em Detroit cujo negócio se centra igualmente numa aplicação online que permite a qualquer interessado/cliente viajar em grupo, em carro particular, para um determinado destino. Trabalhando igualmente em colaboração com a Lyft no transporte de medicamentos não-urgentes.

Apesar das medidas agora anunciadas, esta não é a primeira ofensiva do género levada a cabo tanto pela Jaguar Land Rover, como pelo indiano Grupo Tata, proprietário do fabricante britânico, no cada vez mais competitivo segmento do transporte particular de passageiros, com marcação através de aplicações. Pelo contrário, a Tata soma já um investimento de cerca de 100 milhões de dólares (89,2 milhões de euros) numa das rivais da Lyft, a Uber, com vista à formação de uma parceria, mas para o mercado indiano.

Já a General Motors, que é também um dos principais investidores e parceiros da Lyft, começou, em 2016, a trabalhar com a Uber, no âmbito do car-sharing. Isto, depois de ter levado a cabo um programa semelhante com a primeira.

Quanto à Lyft, surpreendeu meio mundo quando, no mês passado, anunciou estar a trabalhar com a divisão de condução autónoma da Alphabet Inc., a Waymo. A qual, por sua vez, mantém um diferendo em tribunal com a Uber, por alegado roubo de tecnologia; isto, apesar de a empresa-mãe Alphabet continuar a ser um dos investidores na companhia do polémico Travis Kalanick…

“Diferentes parceiros significam aptidões diferentes, e isso é uma grande oportunidade”, defende o co-fundador e presidente da Lyft, John Zimmer, acrescentando que, “em termos gerais, [a condução autónoma] irá desempenhar um papel fundamental nos próximos cinco a 10 anos, pelo que é crítico que possamos contar com vários parceiros, em várias áreas e geografias”.

“Acreditamos que este vai um ser um desafio longo”, afirma Zimmer, que utiliza como exemplo “correr a milha”. “Contudo, fazer a milha é, para mim, uma espécie de corrida de quatro voltas. Sendo que, neste momento, podemos estar apenas na segunda passagem”, observa.

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