Turismo

Airbnb disponibiliza experiências em Lisboa para inserir turistas nas comunidades

A plataforma Airbnb permite agora aos utilizadores terem acesso a mais de 20 experiências para conhecerem melhor a região de Lisboa.

A Airbnb anunciou que gerou, em 2016, um impacto económico de 1,07 mil milhões de euros em Portugal

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A plataforma online Airbnb, que permite o arrendamento de casas ou quartos por curtos períodos de tempo, permite agora aos utilizadores terem acesso a mais de 20 experiências para conhecerem melhor a região de Lisboa, “inserindo-se nas comunidades locais”.

Segundo informação disponibilizada pela plataforma, o serviço “Trips” pretende ser uma forma de os visitantes “experimentarem um lado diferente das cidades”.

Para já, é possível, por exemplo, conhecer a Lisboa de Fernando Pessoa, participar num workshop numa peixaria tradicional ou uma sessão de costura “com um grupo de avós portuguesas”, fazer uma viagem pela influência africana na capital ou desvendar os segredos da agricultura biológica, com uma refeição “diretamente do jardim para a mesa”, em Sintra.

A Airbnb entende também que esta valência “pode ajudar a diversificar o turismo e afastá-lo do frenesim dos centros das cidades, e permite às pessoas locais participar e beneficiar do turismo ao partilharem técnicas e ganhar algum dinheiro extra com os seus interesses e paixões”.

De acesso através do site ou da aplicação da Airbnb, o “Trips” tem como objetivo “juntar num só sítio o local onde as pessoas ficam alojadas, aquilo que querem fazer e as pessoas que vão conhecendo”, apontou à Lusa o responsável de operações da Airbnb em Portugal, Ricardo Macieira. O responsável defende que estas experiências “vão possibilitar aos participantes descobrirem um outro lado de Portugal através dos olhos dos seus anfitriões, envolvendo-se nas comunidades locais”.

Todas as experiências disponíveis para já “custam entre 25 e 290 euros”, sendo que “os preços são definidos por cada anfitrião”, adiantou Ricardo Macieira.

O representante explicou ainda que “qualquer pessoa com mais de 18 de anos de idade – indivíduos, guias turísticos ou agências de viagens – pode tornar-se um anfitrião de experiências”.

Porém, a empresa reserva-se ao direito de submeter as propostas a uma avaliação, através de critérios de qualidade.

Por exemplo, a experiência deve “proporcionar algo a que os viajantes não tenham acesso por si próprios”, “os viajantes têm de participar ativamente nas atividades e não apenas observar”, o anfitrião deve ter “um conhecimento profundo daquilo que está a oferecer e um bom plano de atividades”, e ainda deve haver “uma excelente relação de preço com a experiência em si”.

Esta valência foi lançada em novembro do ano passado e dispõe de mais de 1.500 experiências em 25 cidades por todo o mundo.

Questionado sobre a expansão, Ricardo Macieira considerou que “Lisboa é uma das primeiras cidades na Europa a lançar a plataforma “Trips” em 2017″, pelo que “neste momento não há planos para lançar em outra cidade portuguesa, este ano”.

Em maio, a Airbnb anunciou que gerou, em 2016, um impacto económico de 1,07 mil milhões de euros em Portugal. Quase metade do valor centrou-se em Lisboa, com 476 milhões de euros.

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