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Mais um para a Battaglia: como fica o plantel do Sporting para a próxima época?

Battaglia, médio do Sp. Braga, é o quarto reforço do Sporting depois de André Pinto, Piccini e Mattheus Oliveira. Mas não serão os únicos. E o próximo pode ser Coentrão. Plantel de Jesus ganha forma.

HUGO DELGADO/LUSA

Battaglia é daqueles jogadores que chega à Europa muito novo, percorre uns quantos clubes por empréstimo, volta ao conjunto de origem, roda mais um bocado, volta, mais um bocadinho de rodagem, e finalmente fica. Mas esse fica acabou por significar apenas seis meses: o médio do Sp. Braga, que começou a temporada emprestado à revelação Desp. Chaves, regressou em janeiro aos minhotos mas vai agora reforçar o Sporting. A confirmação oficial chegou há minutos através do clube bracarense.

“A SC Braga, SAD anuncia que chegou a acordo com a Sporting CP, SAD para a transferência a título definitivo do jogador Battaglia, o qual passará a representar o clube lisboeta. Esta sociedade fica com 20 por cento dos direitos económicos de Battaglia”, lê-se no site do SC Braga.

O Sporting comunicou o negócio logo a seguir, afirmando que o jogador assinou por cinco anos e que o valor da cláusula de rescisão é de 60 milhões de euros.

Ainda não se conhece o valor oficial desta transferência, sabe-se apenas que o Braga ficou com 20% dos direitos económicos. Ainda assim, tudo aponta que o negócio tenha sido feito por um valor a rondar os 3, 5 milhões de euros, além de os leões cederem Ricardo Esgaio (a título definitivo, por cinco épocas) e Jefferson (por empréstimo de um ano). Assim, fica também confirmada a quarta contratação dos leões para a próxima temporada, depois de André Pinto (central do Sp. Braga, que chegou como jogador livre), Piccini (lateral direito italiano do Betis) e Mattheus Oliveira (médio ofensivo brasileiro do Estoril).

Aos poucos, mas mais depressa do que os rivais (o início de época mais “madrugador”, em virtude do playoff de apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões), o plantel do Sporting começa a ganhar forma. Mas ainda há vendas por fazer, substanciais até. E contratações por fechar, como Fábio Coentrão.

O sonho de Coentrão e os retoques por dar

Quando, na semana passada, uma fonte do Sporting admitiu sentar-se à mesa com Jorge Mendes, estava dado o pontapé de saída para a operação que mais atenções irá puxar em Alvalade: Fábio Coentrão. A relação entre Bruno de Carvalho e o agente não foi pacífica, mas os interesses comuns superam esses problemas.

Os moldes do acordo são relativamente simples: o Real Madrid admite emprestar o jogador, mostrando total abertura mesmo se tiverem de pagar uma parte vencimento do esquerdino; o Sporting admite empenhar-se em termos financeiros para dar a Jorge Jesus o lateral que o próprio “construiu” quando estava no Benfica; Fábio Coentrão admite ir para Alvalade porque sabe que o espaço nos merengues é curto e existe um Campeonato do Mundo à porta, provavelmente o último que o lateral poderá ainda jogar depois de ter falhado o Europeu.

Ainda assim, o internacional português não é o único nome referenciado para a posição. Longe disso. Até porque pode haver mais reforços para o lado esquerdo da defesa. Das três, uma: ou Jonathan Silva, argentino emprestado ao Boca Juniors, volta e é opção; ou Marvin Zeegelaar, tal como aconteceu no mercado de Inverno, acaba por não sair e ocupa essa vaga; ou são ambos vendidos (ou cedidos, por empréstimo) e chega mais um jogador.

Em tudo o resto, o grande ponto é a substituição de Rúben Semedo, que foi vendido ao Villarreal por 14 milhões de euros. André Pinto, um jogador que Jesus há muito tinha na sua cabeça, oferece outras características a uma posição que tem ainda Sebastián Coates, Paulo Oliveira, Douglas e algum dos jovens que andaram este ano a rodar na Primeira Liga, casos de Domingos Duarte (Belenenses) ou Tobias Figueiredo (Nacional). Na direita, contando com Piccini, só se Schelotto sair poderá haver alguma novidade.

Na baliza, não se esperam mexidas: Rui Patrício e Beto ficam como guarda-redes da equipa principal.

Um dos médios vai sair. Pelo menos um

É no meio-campo que entroncam as grandes preocupações da SAD do Sporting e do próprio Jorge Jesus. E, provavelmente, o segredo da capacidade que os leões terão para discutir o título com Benfica e FC Porto.

Um dos pilares do setor vai sair. De acordo com informações recolhidas, a saída de William Carvalho é mais do que provável: aos 25 anos, o campeão europeu é cobiçado por alguns clubes ingleses (sobretudo ingleses) e será esta a altura, caso surja uma proposta suficientemente tentadora para tal, para arriscar a primeira aventura no estrangeiro. Depois, há o caso de Adrien. O capitão verde e branco esteve com um pé fora de Alvalade há um ano, mas acabou por não haver acordo entre Sporting e Leicester, que não quis bater a cláusula de rescisão de 45 milhões de euros. Com a contratação de Battaglia, essa possibilidade de saída está, logo à partida, compensada. E até Bruno César e Mattheus poderão pisar esses terrenos, embora estejam mais talhados para serem aqueles falsos alas que começam na esquerda mas movimentam-se sobretudo em terrenos interiores.

Filip Bradaric, internacional de 25 anos, está a ser seguido com muita atenção pelo scouting verde e branco e, perante esse possível saída de William, poderá ser o sucessor do português como ‘6’ da equipa (para essa posição existem também João Palhinha e Petrovic, que esteve cedido nos últimos seis meses ao Rio Ave). O que parece certo é que Jorge Jesus, que assenta grande parte do seu modelo de jogo na coesão defensiva e no rendimento da dupla do meio-campo, terá de construir uma nova dupla no corredor central. E com resultados “rápidos”.

Dois inegociáveis: Bas Dost e Alan Ruíz

Jorge Jesus ainda tem presente o rendimento da dupla Bas Dost-Alan Ruíz na segunda volta, numa altura em que o argentino tinha adquirido o peso e a forma ideal e o holandês se transformou numa verdadeira máquina de golos. Por isso, a dupla vai garantidamente ficar para a próxima temporada e merece a confiança do técnico.

Gelson Martins, o melhor jogador do Sporting na última época a par de Dost, só sairá pela cláusula de rescisão: 60 milhões de euros, valor que, à partida, nenhum colosso europeu irá bater neste mercado. Joel Campbell, Castaignos e Splavis vão sair, sendo que a única preocupação dos responsáveis leoninos é a contratação de um avançado com características mais semelhantes ao ponta-de-lança holandês e que possa realmente ser uma alternativa.

Iuri Medeiros, que esteve emprestado ao Boavista, é a única cara nova, para já, no setor adiantado. Também Gelson Dala, jovem angolano que brilhou na equipa B, deverá fazer a pré-temporada com o conjunto principal.

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