Videojogos

É (só) realidade virtual, mas vai querer fugir

Seja no Espaço ou na mente de um psicopata, a Lostroom é uma casa de jogos de fuga que se distingue por não ter uma sala mas, sim, dois universos virtuais dos quais temos de escapar.

Uma criança foi raptada por um psicopata. A polícia conseguiu apanhar e prender o culpado mas, devido a um distúrbio mental, o criminoso encontra-se em coma. A polícia recorre, então, a um equipa de detetives que vai ter de aceder aos pensamentos mais profundos do psicopata, enfrentar inúmeras criaturas criadas por esta mente distorcida e descobrir onde é que ele escondeu a criança antes que o seu tempo de vida se esgote.

É com esta breve introdução que, no espaço da empresa Lostroom, os jogadores são transportados para um universo paralelo, chamado Mind Horror, criado no mundo da Realidade Virtual, que se junta ao conceito dos Live Escape Games (Jogos de Fuga). A equipa terá de enfrentar desafios únicos, numa experiência completamente imersiva, de forma a conseguir escapar dentro dos 60 minutos destinados à missão.

“Vimos a ideia nos EUA e achámos que seria interessante trazer este tipo de experiências em Realidade Virtual para o mundo dos Escape”, explicou ao Observador Moisés Nova, um dos funcionários e “Game Master” (responsável por guiar e garantir que tudo corre bem num jogo de fuga) na Lostroom, em Lisboa.

Mas nem tudo terá de ser assustador. Quem quiser pode optar por uma viagem pelo Espaço, no Cosmos, onde serão responsáveis por tentar salvar a Terra antes que o oxigénio acabe. Em ambas as experiências será necessário trabalhar em equipa, o que se torna estranhamente mais fácil quando vemos apenas um avatar virtual dos nossos colegas. A comunicação é feita naturalmente e a interação no jogo é um fator chave para conseguir escapar a tempo.

“Uma das dificuldades está ligada ao próprio equipamento. Ao início é mais difícil movimentarmo-nos, mas depois de nos habituarmos torna-se tudo muito mais simples”, esclarece Vítor Almeida, responsável de marketing. Muitas vezes os clientes chegam um pouco céticos ao local e “existem até comentários como ‘mas estamos parados’ por causa de ser um Escape Game em Realidade Virtual”. No entanto, a verdade, como pudemos constatar, é que é impossível ficarmos parados nestes dois jogos de fuga.

A experiência é diferente dos jogos tradicionais, a equipa não estará a vasculhar uma sala inteira à procura de pistas e enigmas. Em vez de uma sala, existe uma infinidade de mundos que podem ser explorados, de super-poderes que são atribuídos aos jogadores e desafios fora do comum que não seria possível obter sem ser através da Realidade Virtual e que exigem coordenação plena entre a equipa.

Recorrendo aos Oculus Rift (equipamento de Realidade Virtual) e a uns quantos sensores de movimento, é possível interagir com os objetos e com os avatares dos nossos colegas, até mesmo dar um “high five” em equipa enquanto voamos atrás do nosso objetivo. Apesar da facilidade de reprodução e da flexibilidade, só a Lostroom disponibiliza este tipo de experiência ao público em Portugal.

O facto de ser baseado num equipamento transportável permite à equipa disponibilizar opções de team building levando os jogos até ao cliente, tudo o que é preciso é um sítio para montar o computador e os sensores e está tudo pronto.

Vítor Almeida, responsável de marketing, e Moisés Nova, funcionário e “Game Master” na Lostroom, em Lisboa

Em julho a cidade invita, o Porto, irá ter um espaço onde será possível jogar o Cosmos e o Mind Horror com direito a pré-reservas para poderem ser os primeiros da cidade e arredores a experimentar como é ser transportado para o mundo virtual.

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