Afogamento

Mar não ajuda, mas mergulhadores estão prontos para atuar nas buscas em Espinho

As buscas pelos corpos dos jovens afogados no domingo em Espinho recomeçaram hoje às 8h00 e mergulhadores aguardam a melhoria das condições no mar para atuar.

JOSÉ COELHO/LUSA

As buscas pelos corpos dos jovens afogados no domingo em Espinho recomeçaram hoje às 8h00 e mergulhadores aguardam a melhoria das condições no mar para atuar, disse à Lusa o comandante da Capitania do Douro.

“Preveem-se vagas mais baixas durante o fim de semana, com ondas de menos altura, mas não será fácil que os mergulhadores tenham oportunidade de ir ao mar dado que o vento ainda está forte”, declarou à Lusa o comandante Rodrigues Campos, que coordena o dispositivo envolvido nas buscas.

“Mas o facto é que eles continuam em ‘stand-by’, para poderem avançar a qualquer altura, logo que as condições do mar o permitam”, realçou.

As dificuldades técnicas do mergulho prendem-se com a violenta rebentação da Praia da Costa Verde, onde as duas vítimas foram vistas pela última vez no domingo à tarde, junto ao molhe que separa esse areal do da Praia da Baía.

“Estando em causa o salvamento de vidas, arriscaríamos um pouco mais, mas, sendo para recuperar corpos de vítimas, temos que ser muito mais cautelosos para não colocar em risco a vida dos próprios mergulhadores”, explicou Rodrigues Campos.

Os dois jovens que domingo se afogaram em Espinho tinham 18 e 19 anos, e eram residentes em Canedo, no concelho de Santa Maria da Feira.

Foram vistos pela última vez a debater-se no mar, quando tentavam resgatar a bola com que pouco antes jogavam no areal.

Desde essa altura, as operações para a recuperação dos corpos chegaram a envolver diariamente cerca de 50 operacionais de diversas entidades, como as Capitanias do Douro e de Aveiro, a Marinha, a Força Aérea, a Estação de Salva Vidas do Douro, a Polícia Marítima, o Instituto de Socorros a Náufragos e várias corporações de bombeiros.

O dispositivo começou a ser gradualmente reduzido a partir de quinta-feira e conta atualmente sobretudo com meios terrestres da Polícia Marítima e das corporações dos bombeiros de Espinho, da Aguda e de Esmoriz – com o navio-patrulha da Marinha a percorrer a costa “em regime de oportunidade, consoante a disponibilidade permitida para o efeito pelo restante trabalho que [os seus operacionais] têm em mãos”.

O gabinete de Psicologia da Polícia Marítima já prestou apoio a 15 familiares e amigos das vítimas, em parceria com os psicólogos das câmaras municipais de Espinho e Santa Maria da Feira.

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