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Maternidade

Verdes querem projeto para partos aquáticos em dois hospitais públicos

PEV quer que dois hospitais públicos ofereçam a possibilidade de experimentar o parto em meio aquático e que as maternidades disponibilizem um contacto direto 24 horas por dia para o pós-parto.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) quer que dois hospitais públicos ofereçam a possibilidade de experimentar o parto em meio aquático e propõe ainda que as maternidades disponibilizem um contacto direto 24 horas por dia para o pós-parto.

Um projeto de resolução do grupo parlamentar do PEV defende que seja criado um projeto-piloto, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, que permita a experiência de prática do parto em meio aquático.

A ideia é estabelecer um protocolo com dois hospitais, um no Norte e outro no Sul de Portugal, para permitir partos em meio aquático, com o consentimento informado das mulheres grávidas e em condições de segurança.

O PEV quer ainda que a Direção-geral da Saúde elabore um relatório sobre o parto em meio aquático, relatando estudos e experiências de outros países. Propõe-se ainda a criação de um guia informativo destinado a futuras mães e pais.

Os Verdes elaboraram ainda um projeto de lei que propõe que os estabelecimentos de saúde onde seja realizado qualquer parto disponibilizem um contacto direto 24 horas por dia para que as mulheres puérperas possam solicitar esclarecimentos e obter respostas de forma a tranquilizar dúvidas que surjam.

A ideia é que as unidades públicas onde se realizam os partos possam ajudar a esclarecer dúvidas, 24 horas por dia, sobre cuidados a ter com o recém-nascido ou sobre o estado físico e emocional da mãe.

“Finalizado o internamento por parto, não é incomum que comecem a surgir inseguranças e dúvidas sobre cuidados práticos a ter com o recém-nascido ou sobre o próprio estado emocional e físico da mãe”, justifica o projeto de diploma.

No mesmo projeto de lei pretende-se introduzir um esclarecimento sobre o acompanhamento da mulher grávida durante todas as fases do trabalho de parto, que já é possível em Portugal.

“A mulher grávida pode, a qualquer momento, prescindir do direito ao acompanhamento durante todas ou algumas fases do trabalho de parto”, sugere o PEV, no sentido de esclarecer que é à mulher grávida que deve sempre caber a decisão.

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