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Citroën

A imagem importa. Citroën pondera topo de gama

Que não haja dúvidas: o foco da Citroën está, neste momento, nos SUV. Quem o diz é a CEO a marca. Mas Linda Jackson não deixa de piscar o olho a um sedan de imagem. Tanto mais, que já não há C5...

Autor
  • Francisco António

A atravessar uma importante fase de renovação de produto, a Citroën assume que a aposta actual passa, essencialmente, pela construção de uma verdadeira família de propostas daqueles que são, hoje em dia, os veículos com maior procura no mercado – os SUV. Se bem que, a própria CEO da marca do double chevron, Linda Jackson, tenha deixado escapar que existe sempre espaço “para um sedan de maiores dimensões”.

Falando aos jornalistas no lançamento do mais recente pequeno SUV da marca, o C3 Aircross, Linda Jackson recordou que, com a conversão da DS em marca autónoma, “acabaram por ficar algumas lacunas na oferta da Citroën”, sendo “a mais importante” o facto de a marca francesa não possuir qualquer SUV. “Razão pela qual decidimos dar prioridade a este tipo de veículos”, justificou.

Contudo, com o desaparecimento do C5, a Citroën deixou de ter uma espécie de navio-almirante, ou até mesmo um sedan executivo de imagem. Lacuna que a CEO deixa entender que também será preenchida. Para já, garantindo apenas que será um sedan de dimensões generosas. Quanto ao resto, apenas a afirmação de que “o mais provável é que não seja um sedan na acepção tradicional do termo, até porque não é isso que eu pretendo que a Citroën seja”.

Levantando um pouco mais a ponta do véu, Jackson recordou o CXperience Concept, desvendado no último Salão de Paris, como uma hipótese razoavelmente forte daquilo que poderá vir a ser o futuro sedan da marca do double chevron. Desde logo porque, incorporando os valores da Citroën, destacava-se pela diferença e pelo facto de, “mesmo sem exibir revestimentos em pele ou folheados brilhantes em madeira, evidenciar o seu posicionamento de topo”.

No entender de Linda Jackson, o futuro modelo “terá de ser uma aplicação contextual daquilo que é a marca Citroën – sendo que, neste caso, não poderemos usar cores vivas ou Airbumps”, defendeu. E, em jeito de conclusão, afirmou: “Temos de pensar naquilo que os clientes querem.”

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