Afogamento

Corpos de jovens afogados em Espinho estão por aparecer há uma semana

Bombeiros e Polícia Marítima recomeçaram hoje às 8h00 a percorrer as praias entre Aveiro e Leixões procurando encontrar os corpos dos jovens que se afogaram em Espinho em 11 de junho.

JOSÉ COELHO/LUSA

Bombeiros e Polícia Marítima recomeçaram hoje às 8h00 a percorrer as praias entre Aveiro e Leixões procurando encontrar os corpos dos jovens que se afogaram em Espinho em 11 de junho, revelou fonte da Capitania do Porto do Douro.

Esse trabalho também envolve um navio-patrulha da Marinha, mas agora apenas “em regime de oportunidade”, pelo que a expectativa de se recuperarem os corpos das duas vítimas se concentra sobretudo nos nadadores-salvadores em funções de vigilância nas praias e instruídos para se manterem “mais atentos” a possíveis indícios.

Os dois jovens que se afogaram na Praia da Costa Verde tinham 18 e 19 anos, e eram residentes em Canedo, no concelho de Santa Maria da Feira. Foram vistos pela última vez a debater-se no mar quando tentavam resgatar a bola com que pouco antes jogavam no areal.

Desde essa altura, as operações com vista à recuperação dos corpos chegaram a envolver diariamente cerca de 50 operacionais de diversas entidades, como as Capitanias do Douro e de Aveiro, a Marinha, a Força Aérea, a Estação de Salva Vidas do Douro, a Polícia Marítima, o Instituto de Socorros a Náufragos e várias corporações de bombeiros.

O gabinete de Psicologia da Polícia Marítima também prestou apoio a 15 familiares e amigos das vítimas, em parceria com os psicólogos das câmaras municipais de Espinho e Santa Maria da Feira.

Desde a passada quinta-feira, contudo, esse dispositivo vem sendo reduzido, pelo que nesta fase envolve apenas os habituais meios terrestres que a Polícia Marítima afeta à época balnear, com o navio-patrulha da Marinha a percorrer a costa “em regime de oportunidade”.

As corporações dos bombeiros de Espinho, Aguda e Esmoriz mantêm-se, no entanto, ativas no terreno, sendo que os diversos nadadores-salvadores destacados para a vigilância das praias entre Leixões e Aveiro também receberam instruções da Capitania do Douro para se manterem “mais atentos” a indícios que ajudem a recuperar os corpos das vítimas.

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