Fogo de Pedrógão Grande

“Somos como um só, por Portugal”. Marcelo pede para portugueses guardarem “interrogações”

2.755

PR fala em "tragédia quase sem precedentes". Enaltece solidariedade, diz que vai voltar ao terreno já amanhã e pede aos portugueses que ponham de lado, para já, as "interrogações" que "angustiam".

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Presidente da República fez este domingo uma curta declaração ao país, a partir do Palácio de Belém, para mostrar solidariedade perante a tragédia de Pedrógão Grande, mostrar “ilimitada gratidão” aos que têm profissional ou voluntariamente prestado socorro às vítimas, e para dizer que vai voltar ao terreno já partir de amanhã. Mais: para pedir que esquecemos para já as “interrogações e sentimentos que nos angustiam”, porque é hora de união. “Por Portugal”.

“Sem nos esquecermos do que nos angustia, concentremos agora a nossa vontade no essencial: prosseguir o combate em curso, manter e alargar a nossa solidariedade aos que sofreram e sofrem a tragédia, demonstrando que nos instantes mais difíceis da nossa vida como nação, somos como um só. Por Portugal”, disse.

Marcelo Rebelo de Sousa começou por agradecer e elogiar a solidariedade que tem sido demonstrada por todos perante a tragédia. “A nossa dor não tem medida, tal como não tem medida a nossa solidariedade, a solidariedade de todos nós para com os familiares das vítimas da tragédia de Pedrógão Grande”, disse, sublinhando a dimensão da tragédia que já ascende a 62 mortos. “Uma só morte em tais circunstancias é sempre uma tragédia. Mas tantas dezenas de mortes são uma tragédia quase sem precedentes na história do Portugal democrático”, disse.

Agradecendo e enaltecendo com “ilimitada gratidão” o trabalho dos bombeiros, Proteção Civil, INEM, PJ, GNR, forças armadas, autarquias locais, estruturas de saúde e estruturas sociais ou cidadãos anónimos, Marcelo aproveitou para informar que vai voltar ao terreno já a partir de amanhã, segunda-feira, e vai permanecer no local “nos próximos dias”.

O momento, para já, é de combate, de realojamento, de reconstrução. Não de interrogações ou apontar de culpas.

“Há interrogações e sentimentos que não podem deixar de nos angustiar. Mas guardemos no imediato esses e outros sentimentos que nos assaltam no mais fundo do nosso coração. Sem nos esquecermos, concentremos agora a nossa vontade no essencial: prosseguir o combate em curso, manter e alargar a nossa solidariedade aos que sofreram e sofrem a tragédia, demonstrando que nos instantes mais difíceis da nossa vida como nação somos como um só. Por Portugal”, disse.

Marcelo sublinhou ainda a dimensão da “injustiça” que deflagrou no concelho de Pedrógão Grande este sábado à tarde. “A tragédia atingiu os portugueses de quem menos se fala, o país isolado, com populações dispersas, mais idosas, mais difíceis de contactar, proteger e salvar”, disse, referindo-se aos moradores daquela região centro do país.

O Presidente da República já promulgou o decreto de três dias de luto nacional e mandou pôr a bandeira nacional a meia haste em Belém.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site