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Brexit

Brexit. Reino Unido faz primeira concessão à UE

As negociações entre o Reino Unido e a União Europeia começaram esta segunda-feira. Para já, o braço-de-ferro caiu para o lado de Bruxelas, com a futura relação fora das primeiras discussões.

ANDY RAIN/EPA

O Reino Unido cedeu à União Europeia e vai negociar a saída da União Europeia, e a fatura para os cofres britânicos do fim da ligação, antes de negociar a futura relação com o bloco europeu, uma exigência que a União Europeia fez desde o início da discussão.

O negociador britânico, o ministro para o Brexit David Davis, e Michel Barnier, o antigo comissário que lidera as negociações do lado europeu, tiveram esta segunda-feira a primeira reunião para discutir o Brexit.

Na reunião, os dois negociadores chegaram a acordo sobre os temas das primeiras reuniões e o calendário das cinco primeiras rondas de negociações, até outubro. Tal como exigia a União Europeia, antes de ser discutida a futura relação comercial entre os dois blocos, Reino Unido e União Europeia vão negociar a fatura que o Reino Unido terá de pagar até sair oficialmente da União Europeia, os direitos dos cidadãos comunitários no Reino Unido depois de os britânicos abandonarem o bloco e a situação da Irlanda.

Ambos os negociadores dizem que é possível chegar a acordo, mas o negociador europeu diz não tem planos de fazer concessões lembrando que quem decidiu sair foi o Reino Unido.

“Basicamente, estamos a implementar a decisão tomada pelo Reino Unido de sair da União Europeia, e desfazer 43 anos de relações construídas pacientemente”, disse Michel Barnier.

Michel Barnier, que recusou que as negociações envolvessem qualquer tipo de vingança ou punição pela decisão dos britânicos, disse no entanto que as partes têm de assumir a responsabilidade e as consequências das decisões que tomam, e que neste caso “as consequências são substanciais”.

David Davis rejeitou que o facto de o calendário privilegiar o que a Comissão Europeia queria negociar primeira não se trata de uma concessão, apesar de ir contra aquilo que o governo britânico tem vindo a defender, deixou uma mensagem aos europeus, antecipando negociações duras: “o que importa não é como começa, é como acaba”.

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