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Jazz vai invadir vários espaços da cidade de Viseu no mês de julho

As sonoridades do jazz vão invadir vários espaços da cidade de Viseu, de 18 a 23 de julho, com concertos de músicos portugueses e estrangeiros no âmbito do festival "Que jazz é este?".

As sonoridades do jazz vão invadir vários espaços da cidade de Viseu, de 18 a 23 de julho, com três dezenas de concertos

ADAM WARZAWA/EPA

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  • Agência Lusa

As sonoridades do jazz vão invadir vários espaços da cidade de Viseu, de 18 a 23 de julho, com três dezenas de concertos, de músicos portugueses e estrangeiros, e outras atividades, no âmbito do festival “Que jazz é este?”.

Organizado pela associação Gira Sol Azul e financiado pelo município, o quinto festival de jazz de Viseu foi esta terça-feira apresentado em formato de programa de rádio ao vivo, na Rádio Rossio, numa espécie de “emissão zero”, que terá continuidade durante os seis dias, a partir de uma caravana.

Catarina Machado, uma das responsáveis pela locução da Rádio Rossio, explicou que este é um projeto que “tenta dar voz a alguns locutores e realizadores de programas” de Viseu, e não só, e que terá duas sessões por dia durante o festival.

Ana Bento, da Gira Sol Azul, explicou que o projeto do festival de jazz partiu “de uma ideia de formação para músicos da cidade, quando não havia ainda tanta oferta”, transbordando depois para o público em geral com uma série de atividades que vão muito além dos concertos.

O verdadeiro objetivo é chegar ao maior número de pessoas, às pessoas mais diversificadas, com os gostos mais variados, por isso é que fazemos esta provocação ‘Que jazz é este?'”, justificou.

Nos “concertos de grande palco”, estará presente o músico de origem nigeriana Xantoné Blacq, já noutros anos ambicionado pela organização.

É um músico londrino, produtor e criador de grande qualidade. Produz alguns dos melhores discos, quer na área do jazz, quer na área da música ‘soul’ e ‘pop’ londrina. Traz uma banda que basicamente era a banda de Amy Winehouse”, explicou Joaquim Rodrigues, da Gira Sol Azul.

Joaquim Rodrigues frisou que se trata de uma banda com cinco elementos de dimensão mundial, que inclui, por exemplo, o trompetista norte-americano Patches Stewart, criado em Nova Orleães.

O concerto acontecerá no dia 21, à noite, no palco do Parque Aquilino Ribeiro.

Ao mesmo palco subirá, no dia seguinte, a jovem polaca Kinga Glyk, uma baixista que “está agora a aparecer” e futuramente “ganhará dimensão”, acrescentou.

O responsável destacou também as presenças de “músicos muito bons, representantes da nova vaga”, como André Santos, João Mortágua, Sara Serpa e André Matos.

Pela primeira vez no festival de jazz de Viseu atuará a banda o Coreto, no dia 18, no Museu Nacional Grão Vasco.

É oportunidade muito boa de ter uma banda que tem uma dúzia de elementos. O festival também está a evoluir nesse sentido [de ter bandas maiores]”, acrescentou.

O festival chegará a locais inusitados como o serviço de Pediatria do Hospital de S. Teotónio, onde atuarão os pequenos intérpretes (dos seis aos doze anos) da formação Osso Ruído, na manhã de dia 20.

No dia 18, o jazz será também ouvido no recinto da feira semanal, com um combo do Conservatório de Música da Jobra.

Vamos fazer concorrência aos senhores que vendem os discos”, gracejou Ana Bento, frisando que um dos objetivos do festival é “chegar a outras pessoas que não aquelas que são as óbvias, que já gostam e já conhecem”, porque, caso contrário, “nunca provam este tipo de experiências”.

O programa do festival integra também um ‘workshop’ de jazz dirigido essencialmente a músicos e estudantes de música e uma ‘masterclass’ de saxofone com João Mortágua, considerado recentemente artista do ano nas Festas de Jazz do São Luíz.

Ana Bento destacou também o estágio da Viseu Big Band, um projeto lançado há três anos e que já extravasou o âmbito do festival.

Há uma série de projetos – e a Viseu Big Band é um exemplo disso – que encontrou apoio dentro do festival para surgir, para se pôr de pé, mas que, de repente, começa a ganhar alguma maturidade e estrutura própria que permite durante o ano manter-se ativo”, explicou.

A dirigente da Gira Sol Azul lembrou que o festival de jazz só recebeu financiamento do município no âmbito do concurso Viseu Terceiro, graças à associação cultural Zunzum e ao Conservatório de Música de Viseu, responsáveis, respetivamente, pelos projetos Outono Quente e Festival de Música da Primavera, que tinham ficado classificados logo acima.

Numa atitude muito solidária, generosa e de amizade, decidiram reformular os seus projetos, assim como nós também o nosso, para todos baixarmos o orçamento, de forma a ficarmos todos incluídos [nos vencedores do concurso]”, explicou.

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