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Kleed. A vida selvagem dos pijamas e quimonos

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Zebras, chitas e rinocerontes. De África para Portugal, os quimonos e pijamas da Kleed têm a missão de preservar a vida selvagem estampada em cada peça. Parte das vendas reverte para reservas.

Autor
  • Raquel Salgueira Póvoas

Se a história da Kleed tivesse uma voz off, teria de ser a de Eduardo Rêgo, mítico locutor dos documentários da BBC e do National Geographic. Porque esta pode ser uma marca de moda mas também tem uma vida selvagem.

Não foi numa savana mas no Algarve que tudo começou, quando Carolina Guedes Cruz, então com 10 anos, se encantou com a forma como a avó aparecia para tomar o pequeno-almoço no jardim: todas as manhãs, usava vistosos quimonos de seda. “Era uma senhora com muito bom gosto e foi ela que me passou esta paixão por quimonos”, conta a fundadora da Kleed. “Fiquei para sempre com estas imagens e ao longo do tempo o meu gosto por loungewear e sleepwear foi aumentando.”

Hoje, Carolina desenha quimonos e pijamas, e partilha a paixão pela moda com a da conservação da vida selvagem em África, uma paixão que se vê na própria roupa mas também nas causas associadas às coleções.

Todos os anos Carolina trabalha em África, na conservação da vida selvagem. © Divulgação

“Consegui fazer esta triangulação — moda, marketing e proteção de animais selvagens de África — e lançar um negócio que contribui, neste momento, para a criação de rinocerontes, uma espécie quase extinta em África, numa reserva no Zimbabué onde já trabalhei. Parte do valor de cada peça vai para esta causa”, explica a empreendedora.

Há 15 anos a profissional de marketing ficou apaixonada pelo continente africano depois de uma viagem à África do Sul e de um safari no Zimbabué. Desde então, faz voluntariado em reservas de proteção de animais todos os anos. “Trabalho com leões, zebras, chitas. Já estive a trabalhar em regime de voluntariado na África do sul, no Zimbabué e na Namíbia, onde dormi um mês com um babuíno bebé na cama, como se fosse mesmo uma criança”, conta.

Das zebras às girafas, a inspiração africana está presente em cada centímetro dos quimonos e pijamas, todos eles com algum pormenor que remete para este continente, seja o bordado nas costas ou os padrões de animais ou de safaris. O próprio nome da marca quer dizer roupão em afrikaans, a língua falada na África do Sul e na Namíbia.

Duas das criações da marca. © RBRANCHES PHOTO

Carolina Guedes Cruz é quem idealiza e desenha as peças, executa as campanhas de marketing e acompanha todo o processo de produção. “A minha inspiração vem de África, e sempre que lá vou trago mais ideias, mas completo-a também com o que vou vendo em revistas, na rua ou em festas”, conta. “A coleção de verão deste ano é toda em algodão. Segui um pouco a linha de 2016, mas fiz animais diferentes e introduzi a novidade dos pijamas, porque havia imensas pessoas a pedir-me.”

Ainda que a inspiração chegue de África, é em Portugal que as peças são produzidas, num “atelier pequeno em Lisboa”. Os materiais vêm de diferentes sítios como Bali, Índia, China, Itália e Portugal, e os quimonos já chegaram à Vogue Itália.

A última sessão fotográfica foi feita em Leiria, num ambiente repleto de elementos que caraterizam África. © Divulgação

Ao pequeno-almoço, como a avó de Carolina, ou noutra situação, “a marca quer também transmitir a mensagem de que é possível usar roupa confortável na rua”, diz a fundadora. “Usando umas calças com padrão de leopardo e umas botas All Star, por exemplo, qualquer mulher pode perfeitamente sair para ir passear o cão e voltar para casa e dormir com o mesmo estilo. Estará, em ambas as situações, requintada e cool.”

Ou seja, estes quimonos e pijamas não são apenas para usar no quarto, são para sair à rua. E chegar a África.

Nome: Kleed, nature inspired kimonos (loungewear e sleepwear)
Data: 2016
Pontos de venda: No site da marca ou na Loja das Meias, Comcor, Sal Concept Store e 39 Concept Store (Lisboa); na loja do Museu do Arroz (Comporta); Quinta do Lago e Al4uatro (Algarve)
Preços: Entre 100€ e 150€

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