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Caso dos emails. Armando Nhaga diz que nunca recebeu dinheiro do Benfica

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Diretor de comunicação do FC Porto acusou Benfica de recorrer a bruxaria, lendo alegados emails entre Luís Filipe Vieira e Armando Nhaga. O guineense diz que não há contratos nem recebeu dinheiro.

Inácio Rosa/LUSA

Armando Nhaga saltou para a ribalta depois de ter sido mencionado por Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, em emails alegadamente trocados com Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, que provavam um suposto recurso a bruxaria para os encarnados ganharem. Esta noite, desmentiu que alguma vez tenha tido ligações contratuais ou recebido dinheiro dos encarnados.

“Eu falei, apresentei uma proposta, não foi aceite e deixei. Pronto, acabou! Tentei falar com o Benfica, o Benfica não aceitou, mais nada“, explicou por telefone à CMTV, antes de assumir de forma implícita a troca de emails mas sem que isso quisesse significar qualquer tipo de outra ligação às águias.

Não fiz nada nem o Benfica pagou nada. Estou a ver aqui que pagaram dinheiro, não pagaram nada! Trocar emails não significa nada, não deram nada”, diz Armando Nhaga

“Não houve contrato, estou a dizer que não aceitaram. Pronto, acabou! Não fiz nada nem o Benfica pagou nada. Estou a ver aqui que pagaram dinheiro, não pagaram nada! Trocar emails não significa nada, não deram nada. Só se falou mas não deu nada“, concluiu Armando Nhaga, que se descrevia nos supostos emails como Comissário Nacional da Polícia da Guiné-Bissau e que, segundo Francisco J. Marques, seria a pessoa que faria a ponte para o mestre que estava em Lisboa, de seu nome Tito Sagna.

A alegada troca de emails divulgada no Porto Canal

Na noite de terça-feira, Francisco J. Marques leu, no programa Universo Porto de Bancada, do Porto Canal, uma alegada troca de emails entre Armando Nhaga e Luís Filipe Vieira, concluindo que “o contrato falado e os valores previstos tinham a ver com bruxaria”.

“No dia 6 de fevereiro de 2017, o Armando Nhaga enviou um email a Luís Filipe Vieira. ‘Gostaria de, na qualidade de sócio número 165.550 do SLB chamar a atenção para a sabotagem preparada para o Benfica não ser tetracampeão por uma simples razão. Na temporada de 2015/16, assinámos acordo de prestação de serviços, no qual o dr. Rui Gomes da Silva foi intermediário e que resultou na conquista do tri. Segundo informação, o senhor presidente congratulou-se com a nossa prestação de serviço, o que levou a aceitar renovação de acordo para esta temporada. Acontece que Rui Gomes da Silva não conseguiu integrar a nova direção do Benfica, resolvendo pura e simplesmente de intermediar-nos com sua excelência e nem sequer informou que o acordo não tinha sido assinado. Continuámos a trabalhar e só não fizemos dois jogos, com o Moreirense na Taça da Liga e com o V. Setúbal, que resultaram em duas derrotas. Assim, solicitamos que indique um novo intermediário com o maior sigilo que permita que o acordo seja assinado e o Benfica consiga ser tetracampeão, ganhe a Taça e siga na Liga dos Campeões. Acredite em nós, já demos provas e o Rui Gomes da Silva só quer ver desgraças ao Benfica‘”, começou por dizer, antes de explicar a “novela”.

Luís Filipe Vieira responde alegadamente ao email, dizendo que não sabia nada disso mas que poderia marcar reunião no Benfica. No dia 14 de fevereiro, Armando Nhaga terá enviado os pressupostos para o acordo com os valores previstos por cada competição desportiva: 5.000 euros pela vitória na Supertaça; 100.000 euros pela vitória no Campeonato; 10.000 euros por cada vitória na fase de grupos da Champions; 30.000 por cada vitória na fase a eliminar da Champios; 1.000 euros por cada vitória em jogos da Taça de Portugal e da Taça da Liga; e 5.000 euros pela vitória na final da Taça de Portugal e da Taça da Liga.

Mais tarde, após a derrota por 4-0 na Alemanha, Luís Filipe Vieira terá perguntado o que se passou para a eliminação, com Armando Nhaga a responder que estava ausente na Guiné e quem devia ter tratado disso não o fez no devido momento porque o mestre em Lisboa recebeu a comunicação demasiado tarde e não 48 horas antes. “Em 2015/16, o Benfica gastou 75 mil euros pelo Campeonato”, disse o diretor de comunicação do FC Porto, ao mesmo tempo que mostrava o contrato que tinha sido assinado nessa mesma temporada e esclarecia que o mestre requisitado se chamava Tito Sagna.

Caso dos emails. FC Porto revela mais correspondência e acusa Benfica de recorrer a bruxaria

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