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Portuguesa James capta 2,5 milhões de euros de ex-banqueiros do Credit Suisse e Deutsche Bank

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A James (ex-CrowdProcess), que foi considerada a melhor "fintech" europeia, recebeu 2,5 milhões de euros de investimento de ex-banqueiros do Credit Suisse, Deutsche Bank e do fundo BiG Start Ventures.

Da esquerda para a direita: João Menano, Pedro Fonseca, Salomão Antunes e Gonçalo Garcia

James, CrowdProcess

Um ano depois de ter sido eleita a melhor startup de tecnologia financeira da Europa, a James (que antes se chamava CrowdProcess) captou um investimento de 2,7 milhões de dólares (2,5 milhões de euros). A operação de financiamento foi liderada por Gaël de Boissard, que pertenceu ao conselho de administração do Credit Suisse, e contou com a participação de Henry Ritchotte, ex-responsável pelas operações do Deutsche Bank, e da capital de risco BiG Start Ventures, especializada em fintech.

Depois de ter trabalhado durante mais de duas décadas na área da banca e do crédito, fico sempre surpreendido com o número tão reduzido de avanços que estão a ser feitos na ciência, análise de dados e com a automação dos processos que envolvem o risco de crédito. Quando conheci a James, percebi que se tratava do futuro que andava à procura e estou muito entusiasmado por fazer parte da implementação do primeiro sistema de inteligência artificial de análise ao risco de crédito”, escreveu Gaël de Boissard, em comunicado.

Em abril de 2016, a CrowdProcess venceu a competição de startups da maior conferência de tecnologia financeira do mundo, a Money 20/20, na Dinamarca, com a aplicação que desenvolveu para facilitar a análise dos riscos de crédito, a James. Em setembro, a empresa que João Menano, Pedro Fonseca e Sam Hopkins lançaram em 2011 mudou de nome, adotando a mesma terminologia da aplicação, e em setembro mudou de presidente: Pedro Fonseca passou a pasta da liderança para o seu cofundador, João Menano.

A James tem utilizado a sua aplicação em bancos de média dimensão e tem estado a trabalhar na otimização dos algoritmos que servem de base ao software, que permitem automatizar os consultores de machine learning (subcampo da Inteligência Artificial que permite que os computadores aprendam a partir da extração de regras e padrões de dados). Em abril do ano passado, Pedro Fonseca disse ao Observador que a empresa não andava à procura de mais investimento.

Não estamos a levantar uma ronda de investimento deliberadamente. Não precisamos. Geramos mais do que o dinheiro necessário para nos sustentarmos e queremos ter as métricas todas no sítio antes de fazermos uma ronda com os investidores de capital de risco que já nos conhecem há muito tempo”, disse Pedro Fonseca ao Observador.

De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, a James tem sido utilizados por 25 instituições financeiras em três continentes diferentes.

*Artigo atualizado às 20h00 com o valor correto do investimento. O valor anterior tinha sido avançado pela empresa, mas estava errado.

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