Livros

As histórias que escrevem o futuro

Miguel Freitas da Costa regressa a Raul Brandão, recorda momentos chave daquilo que o Estado Novo entendia como "diplomacia" e recorda a "Submissão" de Houellebecq.

Raul Brandão

Autor
  • Miguel Freitas da Costa

Memórias
Raul Brandão
(Quetzal)

Uma leitura obrigatória. Do prefácio do autor: “(…) Muitas folhas destes canhenhos serão mal interpretadas, talvez muitos tipos falsos. Só vemos máscaras, só lidamos com fantasmas, e ninguém, por mais que queira, se livra de paixões. No que o leitor deve acreditar é na sinceridade com que então as escrevi. Poderão objectar-me: – então com que destino publico tantas páginas desalinhadas, de que eu próprio sou o primeiro a duvidar? É que elas ajudam a reconstituir a atmosfera de uma época (…). Ensinam e elucidam.” Vão de 1900 a 1930. Há uma nova edição num só volume dos três tomos originais.

Crepúsculo do colonialismo
Bernardo Futscher Pereira
(Dom Quixote)

Não é preciso concordar com todas as conclusões ou premissas do estudo do nosso Embaixador em Dublin para reconhecer o interesse e a limpidez do estilo deste seu novo contributo para a história d’A diplomacia do Estado Novo. Este volume cobre o período 1949-1961. Sucede a um primeiro volume intitulado A diplomacia de Salazar publicado em 2012 e dedicado aos anos que mediaram entre a ascensão de Salazar à chefia do governo e a adesão de Portugal ao Tratado do Atlântico Norte. Ninguém tenha medo de levar este livro para férias. É eminentemente legível.

Submissão
Michel Houellebecq
(Alfaguara)

Acaba de sair em França a edição de bolso deste romance. Em 2015 (“Je suis Charlie”, onde isso já vai) foram publicadas em francês duas “antecipações” da “islamização” de um mundo descrente de si próprio: o livro de Houellebecq e o romance, menos conhecido, do escritor argelino Boualem Sansal: 2084. Soumission foi logo traduzido para português (2084 também já teve tradução em Portugal, 2084 – O fim do mundo). Pode ler-se com The Strange Death of Europe: Immigration, Identity, Islam, que acaba de publicar o jornalista inglês Douglas Murray, fundador do Center for Social Cohesion.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Orçamento do Estado

Tributação com sal q.b.

Susana Claro

Quando se atingem níveis de tributação em que os impostos indiretos são responsáveis por metade do preço de venda dos produtos, há que indagar se não estará na altura de decidir que Estado queremos.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site