Audi

Audi. E se RS fosse sinónimo de tracção traseira?

Apesar de um já longo percurso de modelos RS invariavelmente com sistema quattro, a Audi pode vir a seguir as pisadas das rivais germânicas BMW e Mercedes, trocando a tracção integral por traseira.

Foi o próprio CEO da Audi quem abriu tal possibilidade, o que, a acontecer, significa que a Audi optará por dotar os RS com uma mais barata tracção traseira, à semelhança daquilo que já fazem as rivais BMW e Mercedes

Autor
  • Francisco António

Com uma já longa tradição na oferta de variantes RS, as quais têm no sistema de tracção integral permanente quattro uma das imagens de marca, a Audi pode estar prestes a “baralhar e de dar novo” neste capítulo. Sendo que, depois de ter decidido mudar o nome da sua divisão desportiva Quattro GmbH para Audi Sport, o fabricante dos quatro anéis pode igualmente acabar com a “obrigatoriedade” das suas propostas mais desportivas contarem com o sistema quattro, equipando-os apenas e só, e à imagem dos rivais mais directos, com tracção traseira.

A notícia é avançada pelo britânico Auto Express, que refere a possibilidade de a marca de Ingolstadt vir a seguir as pisadas das rivais BMW e Mercedes-Benz, há muito defensoras da (mais barata) transmissão traseira para os seus desportivos.

Em declarações à publicação, foi o próprio CEO da Audi, Stephan Winkelmann, a levantar tal hipótese: “Posso imaginar que também venhamos a ter, no futuro, tanto carros de tracção traseira, como integral.” Isto, sem deixar de esclarecer a troca de nome feita na subsidiária que é responsável pela concepção dos modelos mais hardcore da marca alemã. “Quando olhámos para o nome [Quattro GmbH], compreendemos que este poderia ser enganador. Quattro é o nome de um sistema de tracção integral e uma das soluções que fez da Audi grande. Mas, na nossa opinião, não é o nome certo para a empresa”, explicou. “Quattro tanto pode ser o nome de uma empresa, como um opcional. Queremos que isto fique claro. Queremos que seja algo imediatamente reconhecível; que seja algo mais que o simples nome de uma empresa.”

Embora recusando-se a avançar muito mais, as palavras de Winkelmann deixam uma forte indicação de que a Audi poderá mesmo vir a seguir as pisadas das rivais, abandonando um pouco a imagem construída com desportivos de topo equipados invariavelmente com sistema quattro, para passar a adoptar uma visão mais abrangente e, voltamos a afirmar, menos onerosa, em que serão menos as propostas com tracção integral de fábrica. Com a grande maioria a ostentar, sim, uma não menos desportiva tracção traseira.

Os nossos automóveis continuarão a ser diferentes, nunca imitações. Continuaremos a oferecer performance de excepção, sem que tal signifique deixar de ser confortável. Proporcionando, ao mesmo tempo, sensações melhores do que à partida seria de esperar”, assegurou o CEO da Audi.

Winkelmann aproveitou ainda para confirmar que a marca dos quatro anéis se prepara para divulgar dois novos modelos preparados pela Audi Sport no Salão Automóvel de Frankfurt, em Setembro, além da possibilidade de apresentar algumas soluções de electrificação para futuros modelos RS.

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