Logo Observador
Apps

Vontade inadiável de comer uma bola de Berlim na praia? Há uma app para isso

768

Uma empresa de software do Algarve desenvolveu uma aplicação para telemóveis que permite que alguém com muita vontade de comer uma bola de Berlim na praia, possa "chamar" um vendedor.

A empresa de software Algardata poderá disponibilizar em breve a aplicação em todo o país

Leonel de Castro / Global Imagens

Um dia “de ananases”, como chamou Eça aos dias quentes, também pode ser um dia de bolas de Berlim. Sim, essas coisas fritas, pastosas, cheias de creme ou, pelo menos, cheias de óleo são uma presença assídua nas praias portuguesas. Mas é preciso provar uma para entender porque é que algo tão pouco fresco se vende tanto como “Calippos” quando o termómetro bate nos 33º C. Tal é a procura que uma empresa de software do Algarve, a Algardata, resolveu desenvolver uma aplicação para que ninguém tenha que esperar pelo senhor das bolinhas e possa, em vez disso, chamar o vendedor até ao local onde se encontra refastelado. É a Bolinhas, e, para já só está disponível no Algarve e para sistemas operativos móveis Android. Em breve saltará para os ecrãs dos iPhone e também para outras praias do país.

A SIC Notícias foi até à Praia da Falésia no passado sábado, dia 2, para medir o sucesso do primeiro dia da aplicação. Ignácio Correira, coordenador deste projeto para a Algardata, disse que “a equipa tem para dois vendedores na praia da Falésia e mais dez por todo o Algarve” mas que, devido ao número de pessoas interessadas na aplicação que a empresa tem registado, a aplicação deverá começar a ser utilizada no norte e centro do país “já para a semana”. Os vendedores entrevistados também se revelaram satisfeitos com a ferramenta, uma vez que lhes permite identificar os utilizadores interessados e localizá-los através de georreferenciação. Cada utilizador tem acesso aos perfis de todos os vendedores podendo escolher o seu preferido e/ou o tipo de bola que pretende: duas com creme, uma de alfarroba sem creme e uma com avelã, por exemplo.

A ideia surgiu quando o próprio Ignácio Correia e o seu irmão se depararam com uma vontade incontrolável de comer uma bola de Berlim na praia e não sabia quando — ou se — passaria o senhor das bolinhas.

O fenómeno das bolas de Berlim entretanto já chegou ao diário britânico Guardian, que enviou um jornalista a Viana do Castelo, onde supostamente ficam as melhores do país. Vendem-se, numa só pastelaria, cerca de 2.000 por dia.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: afranca@observador.pt