Renault

Finalmente a chaleira amarela. 40 anos depois

Pelo fumo branco que os seus motores emanavam, os primeiros Fórmula 1 da Renault foram apelidados como a “chaleira amarela”. Passados 40 anos, a marca criou a peça que faz justiça ao nome.

Autor
  • António Sousa Pereira

 

Foi a 16 de Julho de 1977, no Grande Prémio (GP) da Grã-Bretanha, disputado em Silverstone, que se iniciou um novo e determinante capítulo da história da Renault, naquela que foi a sua estreia na Fórmula 1 (F1) com o monolugar baptizado como RS01. Quarenta anos volvidos, a validade dessa aposta é sustentada pelos números: 11 campeonatos de pilotos, 12 campeonatos de construtores, 170 vitórias em GP com 24 pilotos diferentes, e 481 pódios. Seja como equipa ou fornecedora de motores, a marca do losango ganhou já, por mérito próprio, um lugar de destaque na história da disciplina máxima do automobilismo.

Mas nem sempre tudo correu de feição. Há quatro décadas atrás, coube à casa de Billancourt introduzir na F1 os motores equipados com turbocompressor. E, como não é raro suceder quando se adoptam novas e revolucionárias tecnologias, nos primeiros tempos, a fiabilidade não era, propriamente, o maior atributo desse não menos célebre V6 a 90° de 2,0 litros com mais de 500 cv de potência.

Com uma decoração em que predominava o amarelo, o RS01 foi muitas vezes obrigado a entrar nas boxes envolto no fumo branco que lhe saía do escape, sinal de que algo não estava bem com o seu motor. E tantas foram que Ken Tyrrel, patrão da equipa com o mesmo nome, recorrendo ao proverbial humor britânico, não tardou a apelidar o monolugar da escuderia francesa como “a chaleira amarela” (The Yellow Teapot”), epíteto que rapidamente se espalhou pelo paddock… e não só!

Em 1979, no circuito de Dijon, Jean-Pierre Jabouille vencia em “casa” o primeiro GP para a Renault e para o RS01, no que seria, também, a confirmação da validade da tecnologia turbo na disciplina. De tal forma que, rapidamente, todas as outras equipas aderiram a esta tecnologia, com a Tyrrel à cabeça…

Passadas quatro décadas, a Renault decidiu mostrar que os franceses também têm o seu sentido de humor e criou a verdadeira “chaleira amarela”. Aquela que faz jus ao nome, destinada a equipar as cozinhas do restaurante do “Atelier Renault”, o espaço que a marca detém nos Campos Elísios, em Paris. Esta autêntica “Yellow Teapot” é, também, uma forma divertida de celebrar o passado e o presente, graças a um design inspirado tanto no famoso RS01 como no novo RS17 (o monolugar da equipa para a presente temporada de F1), naturalmente decorada com a pintura oficial deste último.

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