Assalto em Tancos

Tancos. Ministro da Defesa ouvido hoje no parlamento

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, vai responder no parlamento sobre o furto de material de guerra nos Paióis Nacionais de Tancos, Santarém.

Na quinta-feira, o Chefe do Estado Maior do Exército, general Rovisco Duarte, foi ouvido à porta fechada na mesma comissão parlamentar

TIAGO PETINGA/LUSA

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, vai responder esta sexta-feira no parlamento sobre o furto de material de guerra nos Paióis Nacionais de Tancos, Santarém, quatro dias depois de o CDS-PP ter pedido a sua demissão do cargo.

Azeredo Lopes vai ser ouvido sobre este caso, a partir das 16h00, na Comissão Parlamentar de Defesa Nacional, numa audição proposta por PSD e CDS-PP e aprovada por consenso entre todos os partidos representados na Assembleia da República.

O titular da Defesa comentou o furto da base de Tancos logo no dia em que foi comunicado publicamente pelo Exército (29 de junho), a partir de Bruxelas, numa altura em que a lista completa do material roubado ainda não era conhecida, o que, aparentemente, veio a acontecer através de um jornal espanhol.

Evidentemente é um facto grave, não vale a pena estar a desvalorizar esse facto. É sempre grave quando instalações militares são objeto de ação criminosa tendente ao furto justamente de material militar”, para mais quando “não foi roubada uma pistola, não foram roubadas duas, foram roubadas granadas”, disse.

O ministro, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião ministerial da NATO, garantiu que, a par das investigações em curso — “a questão ficou imediatamente sob alçada da Polícia Judiciária militar e da Polícia Judiciária, e a partir de agora das diferentes instâncias de investigação criminal”.

Em 30 de junho, o Exército revelou que entre o material de guerra roubado estão “granadas foguete anticarro”, granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.

O caso transformou-se em assunto político de relevo, suscitando o interesse do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e dos partidos políticos, entre os quais o CDS, que viria a pedir a demissão do ministro da Defesa.

Marcelo Rebelo de Sousa exigiu “uma investigação total” no caso do furto de Tancos, “doa a quem doer e não deixando ninguém imune”.

“As demissões são inevitáveis e temos de o dizer sem hesitações e sem rodeios: senhor primeiro-ministro, volte e demita-os”, exigiu Assunção Cristas, após ser recebida, a seu pedido, em Belém, pelo Presidente da República, e numa altura em que o chefe do Governo, António Costa, se encontrava ausente do país, em gozo de férias.

Na sequência do incidente, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, exonerou temporariamente os cinco comandantes da base da Tancos até serem concluídas as averiguações.

Ao mesmo tempo, O Exército informou que foram reforçadas as medidas de segurança nos Paióis Nacionais de Tancos e determinadas inspeções a estes paióis e aos de Santa Margarida.

A audição ao ministro da Defesa deverá decorrer à porta aberta, mantendo-se a possibilidade de fechar a reunião à comunicação social se surgir algum motivo que o justifique.

Na quinta-feira, o Chefe do Estado Maior do Exército, general Rovisco Duarte, foi ouvido à porta fechada na mesma comissão parlamentar e apontou falta de supervisão na segurança dos Paióis de Tancos e assumiu a responsabilidade do Exército, disseram à Lusa fontes presentes na reunião.

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