UGT

UGT quer protocolo com maior sindicato da construção da América do Norte

A União Geral dos Trabalhadores quer criar um protocolo de colaboração com o maior sindicato de trabalhadores da construção civil da América do Norte para apoiar portugueses na diáspora.

ESTELA SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

O secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT) pretende elaborar um protocolo de colaboração com o maior sindicato de trabalhadores da construção civil da América do Norte para “apoiar os trabalhadores portugueses na diáspora”.

“Nós queremos tal e qual o que já fazemos na Europa, apoiar os trabalhadores portugueses que estão na diáspora, no estrangeiro, e que muitas das vezes necessitam de ajuda até através de canais”, afirmou Carlos Silva à agência Lusa, durante as comemorações do Dia da Família, no Downsview Park, no norte de Toronto.

O dirigente reeleito em março está desde sexta-feira no Canadá, a convite da Local 183, o sindicato que conta com quase 55 mil filiados, sendo que 60 a 65% são portugueses ou lusodescendentes.

Em outubro, membros do sindicato norte-americano irão a Portugal, onde o líder da UGT revelou que vão discutir a elaboração de um protocolo de cooperação já proposto ao administrador da Local 183 Jack Oliveira.

“Pretendemos com este protocolo reforçar o apoio no sentido da imigração portuguesa que vem para o Canadá, para sabermos quando regressam, como os podemos ajudar por algumas dificuldades que tenham, nomeadamente ao nível da Segurança Social e das reformas, porque estamos (localizados) no território nacional.

Carlos Silva sublinhou ainda que com esse protocolo, simultaneamente a UGT vai “apreender o que é aplicado há muitos anos na América”, uma organização sindical muito diferente comparativamente com a da Europa.

“Não sei qual é a melhor, não conseguimos o melhor de dois mundos, mas podemos encontrar aqui uma plataforma para percebermos o que é que podemos levar para Portugal como experiência e aprendizagem para percebermos como podemos melhorar a vida dos trabalhadores portugueses”, frisou.

O secretário-geral da UGT prometeu ainda lutar para defender o “direito dos trabalhadores portugueses” na sequência do acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Canadá (CETA), que deverá ser aplicado provisoriamente a partir de 21 de setembro.

“O que importa aqui salvaguardar é o direito dos trabalhadores e a portabilidade dos seus direitos, quer daqueles que vão para o Canadá e para a Europa, mas embora saibamos que a generalidade da imigração é da Europa para o Canadá. É nesse sentido que queremos salvaguardar os direitos dos trabalhadores, esperamos que eles se mantenham. Se esperamos, temos de lutar por isso”, prometeu.

A comitiva da UGT liderada por Carlos Silva, acompanhado por Luís Carreiro e Jorge Mesquita, vai deslocar-se na segunda-feira, ao centro de formação profissional do sindicado norte-americano, em Toronto.

A Local 183 está a comemorar este fim de semana o Dia da Família com diversa animação, gastronomia e atividades culturais, com destaque para a presença do cantor e compositor português Toy, no Downsview Park, no norte de Toronto, que atuou no sábado para cerca de 30 mil associados e familiares do sindicato.

A LIUNA e os seus sindicatos afetos transferiram na sexta-feira para a campanha ‘Unidos por Pedrógão’ 412,5 mil dólares canadianos (280,8 mil euros) para Portugal, verba de auxílio às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

“Acho que foi necessário fazer isso. Somos portugueses, o nosso coração está em Portugal. Temos ajudado os outros países, com outras catástrofes. É o nosso dever como também como cidadãos portugueses dar uma ajuda a Portugal”, reconheceu Jack Oliveira, administrador (Business Manager) da Local 183.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Serviço Nacional de Saúde

Hospitais, novos e velhos

Fernando Leal da Costa

Vai haver verbas para rastreio do cancro. Magnífico. E os doentes dados como “positivos” vão ser investigados e tratados no mês seguinte? É que o número dos que esperam cirurgia não pára de aumentar.

Estado

O Estado e a verdade

Rui Ramos

Este é um Estado que teve seis anos José Sócrates à frente do governo, carregado de suspeitas de corrupção, mentira e conspiração contra o Estado de direito – e nada fez para esclarecer as dúvidas.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site