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Festivais de Música

Este é o último Marés Vivas na Praia do Cabedelo. Novo recinto será muito maior

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Após a polémica com a Quercus, o festival que, este fim de semana, recebe Sting e Scorpions já tem novo local em vista. O recinto ficará perto da água e aumenta a capacidade de 25 para 40 mil pessoas.

Este é o recinto atual. A nova morada do festival Marés Vivas vai permitir aumentar a lotação de 25 mil pessoas por dia para 40 mil

©Verónica Pinheiro / Global Imagens

O MEO Marés Vivas já não vai regressar em 2018 à Praia do Cabedelo, em Vila Nova de Gaia. Jorge Lopes, o diretor do festival, adianta ao Observador que a nova localização ainda não está fechada, porque há duas opções em aberto. Mas garante que o festival se vai manter em Gaia, “à beira-rio ou junto ao mar, num espaço incrível… Provavelmente junto deste rio maravilhoso que é o Douro”.

A notícia de que o Marés Vivas teria de deixar o Cabedelo chegou em 2015. Uma vez que os terrenos onde esta sexta-feira, sábado e domingo atuam 38 bandas, DJs e comediantes, são privados e o proprietário quer iniciar construção, a Câmara Municipal de Gaia disponibilizou à organização um terreno localizado a 900 metros do novo Parque Urbano de Canidelo. Devido à proximidade com o Estuário do Rio Douro, a Quercus apresentou duas providências cautelares.

Festival Marés Vivas obrigado a regressar à Praia do Cabedelo, em Gaia

Jorge Lopes esclarece que a opção de relocalizar para esse terreno o festival está hoje fora de questão. Não adianta, contudo, a nova morada do Marés Vivas porque há duas hipóteses em negociações. Ambas “são maiores” do que a Praia do Cabedelo, o que vai permitir aumentar a lotação diária de público em 60%, isto é, dos atuais 25 mil espectadores para 40 mil por dia.

“Vamos aumentar a lotação do festival, que tem sido um problema dos últimos anos porque esgota sempre. Vamos dar mais um passo em frente”, afirma o responsável pela PEV Entertainment, promotora que organiza o festival. “O Sting já esgotou há mês e meio, poderíamos vender o dobro”, diz, acrescentando que, com mais espaço e mais receitas de bilheteira, “o cartaz será pelo seu todo muito mais forte”.

O Marés Vivas é um dos principais festivais de verão em Portugal e os bilhetes são os mais baratos: o bilhete diário custa 35€ e o passe para todos os dias custa 60€. “Temos margem para subir mas a nossa vontade, em conjunto com a Câmara, é manter ao máximo o festival com este tipo de preços. Se trouxermos os U2 ou os Coldplay, claro que temos de rever os preços.

Sting, Scorpions, mas também Ana Bola e o Jovem Conservador de Direita

Dos três dias, Sting é o nome que mais brilha no cartaz. O ex-Police sobe ao palco principal no dia 16 de julho, domingo. No mesmo dia atuam o brasileiro Seu Jorge, o português Miguel Araújo e, logo a abrir, às 20h30, o britânico Joe Sumner, filho de Sting.

Os Scorpions, com a digressão que celebra 50 ano de carreira, são cabeças de cartaz de sábado, dia em que também tocam Expensive Soul, Amor Electro e Lucas Graham. Na sexta-feira, Bastille são o nome maior, mas também há Agir, Diogo Piçarra e Tom Chaplin, cuja voz conhecemos dos Keane.

“Para além deste palco principal temos o Palco Beirão, com a música mais eletrónica, o Palco Santa Casa com novos talentos da música nacional e o Palco RTP Comédia, que este ano vai trazer mais uma vez grandes nomes do humor e vai crescer em termos de dimensão”, explica Jorge Lopes. O diretor destaca a presença de Ana Bola, no sábado. Na sexta-feira há Eduardo Madeira e, no domingo, destaque para Francisco Menezes e para Bruno Henriques, mais conhecido por Jovem Conservador de Direita.

Numa altura em que vários eventos grandes apertam a segurança, no Marés Vivas o processo será semelhante, com “cuidados suplementares de revista”. Objetos potencialmente perigosos, como selfie sticks, ficam à porta. Guarda-chuvas “não serão precisos, porque não vai chover”, diz Jorge Lopes, satisfeito. As temperaturas previstas para o fim de semana são altas e a organização vai distribuir água pelo recinto.

Como já é habitual, a comida fica à porta, “por questões de saúde pública”, argumenta o responsável, recusando a ideia de que a proibição serve para rentabilizar os restaurantes no interior. “Com as temperaturas altas, acabam por estar vários alimentos ao desabrigo durante várias horas seguidas.”

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