Logo Observador
Pedro Nuno Santos

Pedro Nuno Santos admite ter aceitado presentes: “Já assisti a festivais e a uma final da supertaça”

625

O secretário de Estado assumiu ter aceitado convites para ir a festivais e ao futebol. Descarta ainda que a austeridade tenha motivado o incêndio em Pedrógão e o assalto em Tancos.

Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares

TIAGO PETINGA/LUSA

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, admite ter aceitado presentes para assistir a festivais de música e a uma final da supertaça.

Assisti a festivais de música e fui assistir a uma final da supertaça. Mas não tenho por hábito assistir a jogos de futebol.”, afirma Pedro Nuno Santos, numa entrevista à TSF.

Declarações feitas dias após os secretários de Estado da Internacionalização, dos Assuntos Fiscais e da Indústria terem pedido a exoneração dos seus cargos, a propósito do caso Galpgate.

Galpgate. Três secretários de Estado exonerados são suspeitos do crime de recebimento indevido de vantagem por viagens no Euro 2016

O governante admite que teria tido a mesma atitude que os ex-secretários de Estado se tivesse na mesma posição, referindo que “a condição de arguidos não é compatível com os cargos que estavam a ocupar”.

Ainda assim, defende que os ex-governantes não fizeram nada de mal e justifica a decisão do Governo de criar um código de conduta que regulamente os presentes dados a governantes.

A conduta de quem exerce cargos públicos e a forma como é percecionada pela sociedade vai evoluindo. E hoje há algumas práticas que, não sendo ilegais, não são aceites pelo cidadão e que eram há 20 anos. Obviamente hoje nós temos consciência de que a reação é diferente do que era no passado”, afirma Pedro Nuno Santos.

O secretário de Estado descarta ainda a relação, feita “por alguns” de forma precipitada e “oportunista”, entre o incêndio em Pedrógão Grande e o assaltos aos paióis de Tancos e a austeridade, de hoje e a que se viveu no passado.

As informações que o Governo tem, acrescenta, dizem precisamente o contrário. “No caso de Tancos e de Pedrógão, nós não temos neste momento informação — temos informação que nos diz o contrário — de que estes sejam acontecimentos motivados pela austeridade presente ou passada.”, afirma Pedro Nuno Santos à TSF.

Ainda assim, o socialista destaca a necessidade de “aumentar o investimento nos serviços públicos. “Isso é uma prioridade para o PS”, acrescenta.

Pedro Nuno Santos avalia ainda a postura do Governo relativamente a estes acontecimentos, considerando que o Executivo “esteve claramente à altura”. Diz, no entanto, que “nenhuma ação política está ausente de falhas”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rporto@observador.pt
Orçamento do Estado

Uma certa visão de sociedade

Rui Ramos
438

Pedro Nuno Santos preferiu criar um equívoco acerca da boa-fé do PS como partido democrático e europeísta, a reconhecer o tremendo fracasso político que explica esta maioria.

Homossexualidade

Hereges e beatas

Luis Carvalho Rodrigues

Eu percebo que gente como a deputada Isabel Moreira não faça a mínima ideia do que é uma “verdade científica” sobre a homossexualidade. Mas já custa ver a professora Ana Matos Pires repetir a tolice.

Sociedade

Esquerda e instrumentalização da homossexualidade

João Marques de Almeida

Os liberais devem defender os direitos dos homossexuais e lutar, contra os ataques das esquerdas radicais, por uma sociedade assente na família tradicional. A maioria dos portugueses terá esta posição