Banco de Portugal

Banco de Portugal. Deputados adiam votação de Elisa Ferreira para vice-governadora

Os deputados da comissão de orçamento e finanças adiaram as votações do relatório da audição de Elisa Ferreira, nomeada como vice-governadora do Banco de Portugal.

Elisa Ferreira sublinhou que "falta terminar a venda" do Novo Banco

JOÃO RELVAS/LUSA

Os deputados da comissão de orçamento e finanças adiaram esta sexta-feira as votações do relatório da audição de Elisa Ferreira, nomeada como vice-governadora do Banco de Portugal.

Inicialmente, o adiamento da votação do relatório de Elisa Ferreira foi pedido pelo PSD, depois de Leitão Amaro ter manifestado dúvidas quanto a alguns pontos do relatório elaborado pelo socialista João Galamba.

Já em declarações à Lusa, Leitão Amaro disse que as “recentes declarações públicas” de Elisa Ferreira, que atualmente é administradora do Banco de Portugal, e outras posições desta permitem ter dúvidas sobre a sua “independência no desempenho de funções face ao Governo”.

Contudo, após o debate, foi também decidido adiar as votações dos relatórios das audições de Luís Máximo dos Santos, também proposto para o cargo de vice-governador do Banco de Portugal, e de Luís Laginha de Sousa, no âmbito da proposta de designação para o Conselho de Administração do Banco de Portugal.

As votações deverão acontecer na próxima semana.

Em junho, quando esteve no parlamento, Elisa Ferreira, responsável pela supervisão bancária no Banco de Portugal, realçou que durante o último ano houve um reforço do sistema bancário, nomeadamente em entidades como a CGD, BCP e BPI, faltando vender o Novo Banco e estabilizar o Montepio.

“Falta estabilizar um banco, que não é sistémico mas é prioritário, que é a Caixa Económica Montepio Geral”, afirmou Elisa Ferreira durante a audição no parlamento no âmbito da sua promoção a vice-governadora do banco central português.

A responsável também sublinhou que “falta terminar a venda” do Novo Banco, mostrando-se confiante na conclusão do processo.

De resto, Elisa Ferreira disse aos deputados que integram a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA) que, atualmente, “a grande diferença entre a banca portuguesa e a banca europeia são os ativos não produtivos [NPL]”, que levam à necessidade de reconhecimento de elevadas imparidades, o que explica a diferença de rentabilidade face aos congéneres europeus.

“Daí a importância de ajudarmos a banca a fazer a limpeza desses ativos. O problema é dos acionistas, mas cabe-nos apoiar os bancos nesse processo”, destacou.

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