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Barragens

Redução da atividade das barragens leva produção da EDP a cair 6% até junho

A produção total da EDP recuou 6% nos primeiros seis meses deste ano face ao período homólogo, devido à reduzida atividade das barragens em Portugal e Espanha.

A reduzida atividade das barragens em Portugal e Espanha foi o resultado da seca prolongada

Nuno André Ferreira/LUSA

A produção total da EDP recuou 6% nos primeiros seis meses deste ano face ao período homólogo, devido à reduzida atividade das barragens em Portugal e Espanha, resultado da seca prolongada, anunciou a elétrica liderada por António Mexia.

Em comunicado ao mercado, a EDP afirma que a diminuição da produção de eletricidade é reflexo de “menores recursos hídricos na Ibéria”, referindo que, em Portugal, os volumes hídricos ficaram até junho 42% abaixo da média, quando no mesmo período de 2016 estiveram 68% acima da média.

Ainda assim, esta quebra da produção hídrica foi atenuada pela maior produção eólica resultante do aumento de capacidade e maior fator de utilização médio. A produção hídrica e eólica representou 60% da produção total no primeiro semestre de 2017, indica também.

Até junho, a capacidade instalada da EDP aumentou 6,9% até junho, em resultado de 707 Megawatts (MW) de nova capacidade eólica e da nova capacidade hídrica em Portugal.

De acordo com os dados operacionais previsionais esta sexta-feira enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP diz que do total da nova capacidade eólica adquirida nos seis primeiros meses do ano, 628 MW estão localizados nos EUA.

Já a nova capacidade hídrica em Portugal (com mais 991MW) foi fruto da entrada em operação das centrais de Venda Nova III e Foz Tua.

Relativamente à distribuição de eletricidade em Portugal, no primeiro semestre observou-se uma subida de 0,7%, dado o crescimento da procura durante o segundo trimestre, tendo a eletricidade distribuída na Península Ibérica aumentado 0,4% no período em análise.

O gás distribuído na Península Ibérica, por sua vez, registou um aumento de 7% no primeiro semestre comparativamente com o período homólogo do ano anterior e “refletindo essencialmente um crescimento de 9% no gás distribuído em Espanha, fruto de um aumento dos volumes tanto nos clientes industriais, no Norte de Espanha, como nos clientes residenciais em resultado das baixas temperaturas durante o primeiro trimestre de 2017”.

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