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Costa quer que descentralização de competências seja “marco do próximo mandato autárquico”

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Primeiro-ministro acredita que descentralização de competências "há de marcar esta legislatura". Costa tem passado o fim-de-semana em iniciativas do PS tendo em vista as autárquicas de outubro.

Hugo Delgado/LUSA

O secretário-geral do PS, António Costa, reafirmou este domingo, em Vila do Conde, distrito do Porto, a importância da descentralização de competências para os municípios, sublinhando que “tem de ser um marco do próximo mandato autárquico”.

Afirmando que “Portugal está melhor, mas pode estar e tem de estar melhor”, Costa salientou ser fundamental a ação do Governo, mas também dos municípios e das freguesias, e considerou que a descentralização de competências é “aquela que será mesmo a grande reforma do Estado”.

“Há de ser uma das principais reformas que há de marcar esta legislatura”, disse Costa, que falava na sessão de apresentação da candidatura do PS à Câmara de Vila do Conde, encabeçada por António Caetano, atual vice-presidente da autarquia.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro garantiu que é sua intenção reforçar “as competências e os meios” ao poder local, porque, “se essas competências e esses meios estiverem mais próximo das pessoas, com maior eficiência esses problemas serão resolvidos”.

“Serão resolvidos mais depressa e com menos custos”, sustentou Costa.

No seu discurso, o secretário-geral do PS enalteceu o trabalho desenvolvido pelo partido no concelho ao longo dos últimos 40 anos, afirmando que o PS “tem uma relação única com Vila do Conde”, concelho onde “as lideranças socialistas marcaram o desenvolvimento democrático”.

Costa disse que o PS “não esquece ninguém, mas não é um partido de uma só pessoa, é um partido dos cidadãos e é para os cidadãos que existe”, e é por isso que durante 40 anos “foi sempre ao PS que os vilacondenses se associaram”.

“Tenho muito orgulho daquilo que é o legado e trabalho autárquico de Vila do Conde. Daqui saiu o melhor presidente que a Câmara do Porto teve, Fernando Gomes, e daqui saiu um dos melhores, senão o melhor, presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Mário Almeida”, vincou.

O socialista Mário Almeida, antigo autarca do concelho durante muitos anos e que agora é mandatário do candidato do PS à Câmara de Vila do Conde, agradecendo a presença de Costa no local, apontou o dedo os partidos que criticaram o facto de o primeiro-ministro ter tirado umas férias recentemente.

“Quando se critica quem faz uma semana de férias é porque não se tem mais nada para dizer”, disse. “Chega-se ao ridículo de criticar uma situação que é normal, porque todos nós precisamos de parar para retemperar forças e conviver com aqueles que nos são mais próximos”, acrescentou.

No seu discurso, Mário Almeida teceu, sem nunca referir o seu nome, criticas à atual presidente da autarquia, Elisa Ferraz, eleita pelo PS nas autárquicas de 2013 que, depois de ver o seu nome ser recusado pela concelhia para se recandidatar este ano, decidiu avançar às eleições de 01 de outubro como independente.

“Vivemos um momento de reafirmação do PS. Temos dito não a quem queria liderar a candidatura do PS, liderar para matar. Quando conseguimos dizer não, ganhamos o respeito das pessoas”, afirmou.

Para Mário Almeida, o PS está “vivo, motivado e vai procurar dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos”, tendo agora um candidato com já 16 anos de experiência na Câmara de Vila do Conde.

“É bom que quando a gente não acerta à primeira vá procurar acertar à segunda”, disse.

O candidato do PS aproveitou a sessão para dizer a António Costa que quer ver “anunciada e calendarizada a construção de um novo centro hospitalar” para Vila do Conde e Póvoa de Varzim, bem como que dê cumprimento ao protocolo celebrado com o Estado que prevê a instalação de uma divisão policial para estes dois municípios e Santo Tirso.

“Sabemos ao que vamos, conhecemos os dossiers e não podemos perder a oportunidade de ter aqui o primeiro-ministro para identificar alguns problemas existentes e que seguramente não terão resolução sem o seu apoio, o apoio do Estado e do Governo a que preside”, concluiu António Caetano.

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