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Que espectáculo: prepare-se para o fim das colunas

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Alguma vez imaginou que um sistema de som num automóvel pudesse não ter colunas? A Continental garante que sim e até já apresentou um protótipo. Veja como funciona.

Autor
  • Francisco António
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Numa altura em que são várias as marcas automóveis a procurarem a diferenciação, nomeadamente através da opção por sistemas de som concebidos especificamente para um determinado modelo, eis que a alemã Continental decide levar a tecnologia um pouco mais além, com a apresentação de uma solução verdadeiramente inovadora – o primeiro sistema de som automóvel sem colunas.

Segundo revela a companhia alemã de tecnologia e pneus, o segredo deste inovador sistema de som está no facto de conseguir utilizar as superfícies interiores do automóvel, capazes de gerar som, como o revestimentos do tejadilho, dos bancos, portas e até do tablier, para difundir qualquer tipo de sonoridade. Tornando assim não só mais reduzido o custos para os fabricantes de automóveis, como ajudando também à redução do peso total do carro e, logo, à economia de combustível.

A empresa alemã já teve oportunidade de testar este novo sistema de som num Mercedes-Benz Classe C perfeitamente normal, no qual foram apenas substituídas as tradicionais colunas, por aquilo que a Continental designa de “atuadores de som” – basicamente, um íman e uma bobina que, dispensando a membrana que tradicionalmente faz parte de qualquer coluna de som, fazem vibrar, sim, as diferentes superfícies no interior do automóvel, transmitindo ao longo destas a sonoridade. O que acaba por fazer de todo o veículo uma imensa coluna, tudo graças ao facto de praticamente todas as superfícies vibrarem e, por isso mesmo, serem capazes de transmitir som.

Quanto à diferenciação entre sons, que em conjunto podem resultar em música, o director dos Serviços de Engenharia da Continental, Dimitrios Patsouras, explica que tal é conseguido aproveitando o facto de todos materiais emitirem frequências de som distintas entre si. “O pilar A revela-se mais vocacionado para as frequências mais altas, ao passo que os painéis das portas, por exemplo, mostram maior propensão para emitirem frequências médias.” Já os revestimentos do tejadilho, podem funcionar como substitutos dos actuais subwoofers, precisa Patsouras.

Ainda de acordo com a Continental, esta nova tecnologia de som permite reduzir em 90% o peso dos actuais sistemas de som, além de consumir menos electricidade, apesar de garantir uma sonoridade 3D mais natural.

Único senão: embora inclusivamente com um protótipo já construído, a Continental afirma que “ainda vai demorar vários anos” até que esta inovadora tecnologia possa passar à produção.

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