Venezuela

Venezuela. Grupo paramilitar mata pelo menos uma pessoa a oeste de Caracas

Pelo menos uma pessoa morreu a oeste da capital da Venezuela quando um grupo de homens armados disparou contra um dos postos onde se votava no referendo promovido pela oposição.

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

Pelo menos uma pessoa morreu neste domingo a oeste da capital da Venezuela quando um grupo de homens armados disparou contra um dos postos onde se votava no referendo promovido pela oposição, relataram várias fontes. O chefe de campanha do referendo afirmou que duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas, mas o Ministério Público venezuelano apenas confirma que está a investigar a morte de uma pessoa e ferimentos em três.

Carlos Ortiz escreveu na rede social Twitter que “paramilitares dispararam” sobre o local da consulta, relato confirmado pelo Observatório Venezuelano da Conflitualidade Social, que acrescentou que as pessoas que ali se contravam se refugiaram numa igreja.

O líder da coligação da oposição, Henrique Capriles, afirmou que se tratou de um ato de “desespero [do Presidente Nicolás Maduro] e da sua cúpula corrupta, que mandou os seus grupos paramilitares assassinar” quem quis votar na consulta para repelir a Assembleia Nacional Constituinte impulsionada pelo governo. Apesar de não ser reconhecida pelo governo, a consulta tinha decorrido com normalidade até então.

Os organizadores já tinham admitido recear a violência dos “colectivos”, grupos de apoiantes de Nicolás Maduro como os que no passado dia 05 invadiram o parlamento dominado pela oposição e feriram vários deputados. No referendo pergunta-se aos venezuelanos se rejeitam a assembleia constituinte que deverá entrar em funções no próximo dia 30, que os opositores de Maduro consideram que se destina a “consolidar uma ditadura”. Pergunta-se ainda se os cidadãos querem novas eleições.

Desde 1 de abril morreram 94 pessoas durante a vaga de protestos contra o governo.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Nações Unidas

Trump, Take 3

Diana Soller

O caminho apontado por Trump na ONU corresponde a uma uma nova experiência a “desocidentalização” do mundo – e logo com a assinatura do presidente do país que liderou, historicamente, o Ocidente.

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site